Cancro Oral
Quais os sinais e sintomas de alerta que nos devem fazer suspeitar da presença de um cancro oral?
Ulcerações em qualquer localização da boca que não curem em duas semanas
Presença de calosidades (dureza) ou tumefacção (massa ou inchaço) na boca, cara ou pescoço
Manchas fixas, de cor branca, vermelha ou negra na boca
Sangramento anormal em qualquer local da boca
Dificuldade em engolir, mastigar ou falar
Dor, formigueiro ou secura da boca, sem causa aparente
Infecções crónicas da boca
Feridas que não cicatrizam normalmente (após extracções dentárias, etc.)
Estes sinais e sintomas podem ser um alerta.
Provavelmente tratar-se-á de um problema menor,
mas também podem ser um aviso de um cancro.
Explore a sua boca uma vez por mês
e caso encontre algo suspeito,
consulte o seu médico ou dentista
Quem são as pessoas mais susceptíveis para o cancro oral?
Quem apresente algum sinal ou sintoma de alerta
Quem esteja mais exposto aos factores de risco - higiene oral deficiente, álcool, tabaco, associação de factores, etc.
Os homens com mais de 40 anos
Quem apresente lesões pré-malignas na boca (leucoplasia, líquen plano, etc.)
O cancro duma forma geral tem aumentado a sua frequência na população, incluindo o cancro oral.
Actualmente Portugal é um dos países Europeus com maior incidência de cancro oral.
O cancro oral tem bom prognóstico e pode curar-se, sempre que o diagnóstico e os tratamentos sejam precoces (lesão com tamanho inferior a 2 cm).
Onde se localiza o cancro oral?
O cancro oral pode aparecer em qualquer local da cavidade oral (lábios, língua, bochechas, véu do paladar, gengiva)
Quais os factores que favorecem o aparecimento do cancro oral?
Tabaco ou Álcool
Tabaco + Álcool
(multiplica o risco quando combinados)
Má Higiene Oral
Dentes ou próteses que magoem a mucosa, lábios ou língua
Calor local
(segurar cigarros acesos com os lábios ou fumar cachimbo)
Pressão Local
(próteses mal adaptadas ou outros objectos que pressionem excessiva e repetidamente a mucosa oral, lábios ou língua)
Exposição Excessiva ao sol
(sem uso de cremes com factor de protecção)
Dieta desequilibrada
(sem fruta ou verduras frescas, rica em produtos com conservantes ou outros químicos - etc.)
Infecções crónicas da boca
(vírus, fungos, etc.)
Vá ao Estomatologista pelo menos uma a duas vezes por ano mesmo que não tenha nada de anormal.
O seu Estomatologista encarregar-se-á de zelar pela sua Saúde Oral.
Informação disponibilizada pelo Serviço de Estomatologia do CHLN
Saúde Oral na Gravidez
O melhor conselho para uma mulher que pensa engravidar é que faça um check-up completo dentário com o seu Médico Estomatologista
Perguntas mais frequentes:
Posso ir às consultas DE ESTOMATOLOGIA durante a gravidez?
Sim.
De preferência, as consultas devem realizar-se no 2º trimestre (entre o 4º e o 6º meses) de gravidez.
Posso fazer extracções ou outros tratamentos DENTÁRIOS durante a gravidez?
Sim.
Porque o período é muito importante no desenvolvimento fetal, os tratamentos devem ser evitados no 1º trimestre. No 3º trimestre, as visitas e tratamentos, apesar de possíveis, podem ser desconfortáveis e a ansiedade pode induzir complicações pré-natais, principalmente, se próximo da data prevista do parto.
A saúde oral pode afectar a gravidez e o bebé?
Sim.
As grávidas com doença gengival correm o risco do seu bebé nascer mais cedo e mais pequeno. A doença gengival manifesta-se sobretudo por sangramento gengival ou dentes a abanar.
Como manter os meus dentes e gengivas saudáveis?
Efectuando escovagem e uso de fita dentária regularmente.
Tendo uma dieta equilibrada com pouco conteúdo de açucares.
Visitando regularmente o Médico Estomatologista.
Quais são os principais problemas durante a gravidez?
As alterações fisiológicas que normalmente ocorrem durante a gravidez, nomeadamente alterações hormonais, podem desencadear alterações na saúde oral, que na sua maioria regridem após o parto, como é o caso da gengivite gravídica, um processo inflamatório cuja sintomatologia inclui gengivas avermelhadas, inflamadas e com hemorragia, e que resulta da acumulação de placa bacteriana nos dentes.
A gengivite gravídica ocorre devido ao aumento do nível de hormonas que potenciam a forma como as gengivas reagem a produtos inflamatórios da placa bacteriana. No entanto, é a placa bacteriana, e não a alteração hormonal, que é a principal causa da gengivite.
Por vezes a gengivite manifesta-se num determinado local da gengiva com o aparecimento de um granuloma como o da figura 1
Não se esqueça que o tabaco aumenta o risco de gengivite.
Manter os dentes limpos, sobretudo junto à linha gengival, ajuda a reduzir e a prevenir a gengivite durante a gravidez.
É frequente o desenvolvimento acelerado de cáries preexistentes ou de novas cáries, dadas as alterações salivares e gengivais, que podem atingir rapidamente a polpa dentária provocando desconforto, dor e finalmente abcessos.
A gravidez pode causar perda de dentes?
Não.
É crença popular e um mito a perda de cálcio e de dentes provocados pela gravidez. Mesmo com dieta pobre em cálcio, há reservas suficientes nos ossos. A perda de dentes é causada pelas cáries ou doença periodontal.
Posso realizar radiografias durante a gravidez?
Os sistemas de captação digital provocam menor exposição à Radiação X. Mas mesmo com sistema convencional podem realizar-se radiografias periapicais durante a gravidez desde que se efectuem com os cuidados necessários como a utilização de aventais de chumbo.
Informação disponibilizada pelo Serviço de Estomatologia do CHLN
Dr. Rebocho Vaz
Dra. Cecília Caldas
Dr. António Capelo
Flúor em Saúde Oral
Respostas a Perguntas Frequentes:
O que é?
Elemento químico electronegativo que se encontra na natureza (solo, água, ar) e também nos alimentos (cereais, peixe, vegetais, etc.).
Que quantidade de flúor se ingere nos alimentos?
As bebidas constituem o maior aporte diário individual de ingestão de flúor, de que a água representa mais de 50%.A quantidade ingerida depende neste caso: da concentração de flúor na água, da idade da pessoa, das condições climáticas e da dieta.
Saiba junto da Autoridade de Saúde da sua área de residência, o teor de flúor da água de abastecimento local.
A concentração de flúor nos vegetais e na fruta, varia entre 0,1e 0,4mg/kg.
A carne contém 0,2 a 1 mg/kg de flúor.
O peixe, como a sardinha e o salmão podem chegar a ter um teor de flúor acima de 40mg/kg.
Em média, os índices de flúor ingerido diariamente na alimentação, variam entre 0,2 e 3,4mg/kg.
Como actua?
Os iões flúor substituem os radicais hidroxilos da hidroxiapatite (constituinte dos dentes e dos ossos), formando a fluorapatite. Há deste modo incorporação no esmalte durante a mineralização. A fluorapatite é um mineral mais resistente aos agentes que provocam a cárie dentária. Hoje valoriza-se a acção local do flúor, promotora de remineralização pela captação preferencial de cálcio. O flúor possui também acção anti-bacteriana.
Pode ser tóxico?
Sim, mas apenas quando ingerido em quantidade elevada. Se seguir as recomendações do seu Médico Estomatologista, as doses de flúor não são tóxicas, melhorando a resistência à cárie dentária. A toxicidade existe sobretudo na fase em que os dentes se estão a formar (fase pré-eruptiva), portanto antes de serem visíveis na cavidade oral.
Deve ou não ser utilizado?
Deve, porque tem uma acção preventiva e terapêutica importante da cárie dentária.
Como se deve utilizar o flúor?
Redefinição com base na evidência científica de que a acção preventiva é predominantemente pós-eruptiva e tópica.
Na grávida – Administração de flúor na grávida para benefício dentário da criança:
NÃO é actualmente recomendada. A grávida deve no entanto manter uma cuidada escovagem dentária com pasta dentífrica fluoretada.
Na criança – Suplemento de flúor por ingestão oral:
NÃO recomendado, excepto a partir dos 3 anos quando haja elevado risco de cárie e o teor na água de abastecimento público seja inferior a 0,3 ppm. Neste caso e excepcionalmente, 0,25mg diários de fluoreto de sódio.
– Pasta dentífrica com teor de flúor entre 1000 e 1500 ppm, na quantidade mínima (tamanho da unha do quinto dedo da mão da criança), pelo menos duas vezes ao dia.
– Bochechos fluoretados, recomendados só a partir dos 6 anos, com periodicidade quinzenal de solução de fluoreto de sódio a 0,2%.
No adulto – Recomendado o uso de pasta dentífrica fluoretada (1000-1500 ppm), pelo menos duas vezes ao dia.
Como identificar o teor de flúor na pasta dentífrica?
Leia atentamente a informação contida no rótulo da embalagem, e concretamente a concentração de flúor em partes por milhão (ppm).
Contém:
Monofluorofosfato de Sódio (1000ppmF).
Fluoreto de Sódio (450ppmF).
O que é a fluorose dentária?
Alteração da estrutura do dente em formação, causada pela ingestão excessiva e prolongada de fluoretos.
Como identificá-la?
Manchas opacas do esmalte dentário, por vezes estriadas e de cor amarelo-acastanhada.
Nota: há outras formas de utilização do flúor, de indicação individual ou comunitária, não contempladas nesta folha informativa.
Informe-se com o seu Médico Estomatologista
Cuide adequadamente
da sua Saúde Oral!
Informação disponibilizada pelo Serviço de Estomatologia do CHLN
Director: Professor Doutor Francisco Salvado e Silva
Responsáveis pela Informação: Professor Doutor Ivo Álvares Furtado e Dr.ª Maria Fernanda Lança
Cuidados a ter depois de efectuar Cirurgia Oral
A CIRURGIA ORAL INCLUI NÃO SÓ AS EXTRACÇÕES DENTÁRIAS SIMPLES E DE DENTES INCLUSOS MAS TAMBEM QUISTOS, TUMORES, BIÓPSIAS ALTERAÇÕES DO CRESCIMENTO ETC. ETC.
DEPOIS DE EFECTUAR UM ACTO CIRÚRGICO NA CAVIDADE ORAL E PARA QUE NÃO TENHA COMPLICAÇÕES NO PERÍODO APÓS A CIRURGIA DEVE CUMPRIR AS SEGUINTES REGRAS
- Não conduza, não manipule máquinas ou beba álcool durante os próximos 24 horas.
- Morda a compressa que lhe foi colocada na boca durante 30 minutos.
- Aplique gelo na face , na zona em que foi operado durante as primeiras 24 horas. Proteja a pele da face com um pano ou outro material para não efectuar lesões pelo frio.
- Não bocheche com qualquer liquido durante as primeiras 24 horas. O bochecho ou a manipulação do local operado pode desalojar o coágulo e interromper a cicatrização.
- Após as primeiras 24 horas deve efectuar bochechos com o liquido que lhe foi prescrito conforme as instruções que lhe foram dadas.
- Deve manter sempre a cabeça mais elevada quando se encontrar deitado, pelo menos durante as primeiras 24 horas.
- Deve alimentar-se com alimentos moles e à temperatura ambiente durante as primeiras 48 horas. Beba muitos liquidos. Mastigue para o lado oposto ao da cirurgia durante os primeiros 6 dias.
- Durante as primeiras 24 horas é natural verificar a saida de sangue misturado com a saliva. É normal. Se verificar que o sangramento é anormal dobre uma compressa, coloque-a sobre a zona operada e trinque durante 30 minutos. Pode repetir este procedimento. Se o sangramento se mantiver contacte o seu Cirurgião.
- Durante o pós operatório poderá aparecer inchaço, algumas zonas com hematomas ( nódoas negras) e alguma dificuldade em abrir a boca. Estas alterações podem durar oito dias e são consequências normais da cirurgia.
- Não faça exercicio físico violento durante os primeiros 5 dias após a cirurgia.
- Volte à consulta na data que lhe foi marcada
- Em caso de duvidas ou Urgência contacte o Serviço de Estomatologia onde efectuou a Cirurgia ou o seu Medico Assistente
Cuidados a ter com os Aparelhos Ortodônticos
1. Higienização
Deve ser efectuada imediatamente após a refeição. Escove individualmente cada dente.
Deve trocar de escova dentária todos os meses.
Aparelhos Removíveis
Os aparelhos removíveis, geralmente são utilizados no tratamento preventivo, intersectivo ou introdutório. São também utilizados na contenção.
Quem usa aparelho removível deve ter duas escovas; uma escova para escovar os dentes de cabeça pequena e cerdas macias, e outra para o aparelho, para evitar que microrganismos de materiais diferentes passem de um para o outro.
Depois de muito bem escovado com pasta de dentes, o aparelho deve ser enxaguado com água e colocado na boca.
Para guardar, nunca deixe de molho na água sem adicionar um desinfectante.
Aparelho Fixo
Os aparelhos fixos geralmente são utilizados no tratamento correctivo.
Quem utiliza aparatologia fixa nas arcadas dentárias deve utilizar uma escova ortodôntica, que é uma escova especial; parece uma escova comum, mas as cerdas centrais são menores.
Terá que escovar os dentes e assim como as bráquetes.
Para maximizar a limpeza das bráquetes é recomendável o uso de uma escova de tufo – com que pode alcançar todas as partes do aparelho.
O seu médico ensinar-lhe-á a utilizar a fita dentária de extremidade dura nos espaços interdentários com aparelho fixo; é como enfiar uma linha numa agulha.
Poderá também utilizar um porta-fios de plástico semi-rígido.
Poder-se-á utilizar ainda uma escova interproximal.
2. Manutenção
Após a colocação da aparatologia fixa o doente não deverá utilizar os dentes incisivos para cortar os alimentos, como: cenouras, maçãs, sanduíches, etc.
Deve cortar todos os alimentos em pedacinhos e mastigar com os dentes posteriores.
Deve evitar comer alimentos pegajosos ou muito fibrosos, como pastilhas elásticas, gomas, manga, etc.
Após a colocação do aparelho ortodôntico fixo pela primeira vez, é natural, que possa ter dores e a sensação de que os dentes vão cair. Asseguramos-lhe que não cairão! Sossegue!
Poderá sentir-se mais confortável ao comer, nos primeiros três dias, uma dieta mole, passando progressivamente para a ingestão de alimentos mais duros.
Nas primeiras horas após a activação dos aparelhos ortodônticos, é possível ter um ligeiro desconforto.
Habitualmente, não há necessidade de recorrer à toma de analgésicos, como ao Paracetamol.
Caso a dor persista mais de um dia e meio , deve contactar o seu ortodoncista, médico estomatologista ou dentista.
3. Observações
Deve fazer bochechos diariamente com soluções fluoretadas.
Em caso de dúvida não hesite em contactar-nos.
4. Não Esquecer
Caso perca alguma peça do aparelho, ou fizer alguma ferida na cavidade oral, ou fracture o fio, telefone imediatamente para nós para aconselhamento ou antecipação da consulta e nunca remova, por sua livre inicativa, o aparelho por conta própria.
Caso alguma peça do aparelho o/a magoe coloque um pouco de cera ortodôntica, que pode encontrar em qualquer farmácia.
5. Que Alimentos Evitar
Alimentos pegajosos como pastilhas elásticas, gomas, caramelos, sugos, etc.
Alimentos ricos em fibras como mangas, ananás, abacaxi, pipocas e outros.
Não mastigue cubos de gelo.
Alimentos líquidos que tenham na sua composição química ácidos. Poderá degluti-los com auxílio de uma palhinha evitando, assim, que ‘banhem’ os dentes.
Evite roer as unhas, lápis ou outros.
Evite brincar com o aparelho.
Informação disponibilizada pela Unidade de Ortopedia Facial e Ortodôncia do CHLN, Hospital de Santa Maria
Dra. Maria João Alves de Castro, Dr. Manuel Martins Lopes
Contacto: 217805000/9265344851 Extensão 51050
Prevenção da Endocardite Infecciosa
A endocardite infecciosa é uma infecção do endocárdio, sendo as válvulas as estruturas mais envolvidas. É relativamente rara, tendo no entanto complicações frequentes.
Sabe-se que 50% das EI ocorrem em idosos com idade superior a 60 anos, havendo uma incidência anual de 31 casos/milhão.
Classificação da Endocardite:
Diversos eventos causam e promovem a endocardite infecciosa. A lesão (mecânica ou inflamatória) da superfície endocárdica induz de forma progressiva a aderência de plaquetas e de fibrina, as quais podem reter bactérias, conduzindo a um crescimento microbiano adicional protegido pela placa inflamatória.
Classificação da endocardite:
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1) Endocardite infecciosa em válvula nativa |
Os riscos incluem cardiopatia congénita ou reumática, e a doença valvular degenerativa. |
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2) Endocardite infecciosa em prótese valvular |
Ocorre com as válvulas biossintéticas ou mecânicas. Precoce – surge nos primeiros 2 meses após substituição valvular, predominando Staphylococcus aureus e S. epidermidis. Tardia - mais de 2 meses após substituição cirúrgica. (Predomina infecção estreptocócica e bactéria gram-negativa) |
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3) Endocardite infecciosa no toxicodependente (mais observada nos jovens) |
Há envolvimento da válvula tricúspide em mais de 50% dos casos.
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4) Endocardite infecciosa nosocomial |
Associada à utilização de dispositivos IV e intracardíacos (pacemakers, acessos para hemodiálise….). |
Profilaxia da endocardite infecciosa:
A profilaxia da EI deve ser realizada em portadores de doenças cardíacas associadas a elevado risco de E.I., tais como: prótese valvular, endocardite infecciosa prévia, cardiopatia congénita cianótica não corrigida ou nos 6 meses após a reparação; e nos receptores de transplante cardíaco com valvulopatia.
Os antibióticos continuam a constituir a base da prevenção da E.I. nos doentes com risco mais elevado.
A profilaxia deve ser feita 30 a 40 minutos antes da intervenção, podendo ser administrada até 2 horas após, em intervenções que envolvam manipulação da gengiva, região periapical ou perfuração da mucosa oral.
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SITUAÇÃO |
ANTIBIÓTICO |
DOSE |
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Oral |
Amoxicilina |
2gr |
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Intolerância oral |
Ampicilina Cefazolina ou Ceftriaxone |
2gr IM ou EV 1gr IM ou EV |
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Alergia à penicilina (Oral): - Inespecífica
- Verdadeira |
Cefalexina ou Clindamicina Clindamicina ou Azitromicina ou Claritromicina |
2gr
600mg 600mg 500mg |
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Alergia à penicilina com intolerância. oral: - Inespecífica - Verdadeira |
Cefazolina ou Ceftriaxone Clindamicina |
1gr IM ou EV 600mg IM ou EV |
Em doentes já medicados com antibióticos, deve ser administrado um antibiótico de classe diferente em vez de dose superior (utilizar Clindamicina, Azitromicina ou Claritromicina).
Em doentes submetidos a cirurgia cardíaca deve ser feita préviamente tratamento dentário completo sob vigilância de um Estomatologista.
( elaborado por Enfª Conceição Simões, Dr. António Capelo)
Referências:
Basil E. Akpunonu,MD ; Samih Bittar, MD; Richard C. Phinney, MD; Mohammed Taleb, MD – «Prevenção da endocardite infecciosa: as novas orientações da American Heart Association e o idoso». Geriatrics. 2009.5, 26: 43-52.


