segunda-feira, 27 março 2017 16:19

VII Congresso "Novas Fronteiras em Cardiologia"

No dia 17 de fevereiro, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN), Dr. Carlos das Neves Martins, esteve presente na sessão de abertura do VII Congresso "Novas Fronteiras em Cardiologia", que decorreu na Aula Magna na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL).

O PCA do CHLN teve a oportunidade de, ao encerrar este momento oficial, parabenizar os fundadores e os atuais organizadores desta iniciativa, salientar o excelente trabalho que o Departamento de Coração e Vasos tem vindo a desenvolver e igualmente enumerar, aos presentes, os principais desafios em curso para biénio 2017/2018, que passam desde o cariz conceptual e estrutural do Departamento, à implementação e sedimentação de modelos de gestão inovadores, como os Centros de Referência (CRe) e os Centros de Responsabilidade Integrada (CRI), com vista à otimização de recursos e de saberes multidisciplinares, bem como a projeção nacional e internacional da atividade desenvolvida pelo Departamento de Coração e Vasos do CHLN.

No dia 16 de fevereiro o Hospital Pulido Valente recebeu a primeira reunião, de 2017, do Conselho Consultivo do CHLN.

A Presidente do Conselho Executivo, Eng.ª Esmeralda Dourado deu as boas vindas a todos os presentes e, após a aprovação da Acta anterior, deu a palavra ao Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN), Dr. Carlos das Neves Martins, o qual fez uma detalhada apresentação sobre os resultados assistenciais e sobre o desempenho económico-financeiro, relativo ao passado ano de 2016, naquilo que considerou como «o melhor ano da instituição, desde a sua criação enquanto Centro Hospitalar e é, acreditamos nós, um dos melhores desempenhos económico-financeiros do País, pelos dados que pudemos apurar durante a reunião que tivemos na Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT). Claramente, obtivemos o melhor desempenho assistencial da região de Lisboa e Vale do Tejo.»

O Presidente do CHLN continuou a apresentação dos resultados, salientando que «ademais, é igualmente importante explicar que o primeiro mês e meio deste ano tem corrido muito acima das expectativas, que aliás foi também objeto de análise na reunião regional, com todos os hospitais e que ilustra que ainda estamos acima, em termos de alguns resultados, daquilo que foi o excelente desempenho em 2016 ou seja, tudo aponta para estarmos convictos de que continuamos a crescer sustentadamente.»

Os dados positivos estão igualmente plasmados nos bons resultados que a instituição obteve em termos de proveitos, afirmou o Dr. Carlos das Neves Martins, acrescentando que «os proveitos são globais e são decorrentes da execução do Contrato-Programa e das Adendas que fomos assinando, as quais perfazem 378 milhões, enquanto que, por exemplo, em 2009/2010, os proveitos estão relacionados com a criação do CHLN, que aquando da sua passagem para Centro Hospitalar, sofreu uma injeção de capital grande, enquanto que os proveitos de 2016 são operacionais e não advêm de qualquer injeção extra de capital. Daí dizermos que temos a garantia de que este trajeto é um trajeto sem riscos maiores e com sustentabilidade, ou seja e que vai continuar. Tivemos cerca de 380 milhões de atividade paga, a que acresce a nossa capacidade de gerar receita e de efetivar cobranças. São, por isso, proveitos globais gerados por trabalho! Também sabemos que, em termos nacionais, continuamos com um registo sólido de crescimento e de sustentabilidade, gerado pela nossa atividade.»

Continuando, o Presidente do Conselho de Administração referiu que 2016 foi um ano de investimentos, do qual se realça também o investimento em capital humano, em tecnologia e em inovação. Os investimentos implicaram maiores custos, porque o aumento da atividade, o aumento da área de responsabilidade e a livre escolha do utente geraram um acréscimo da procura de serviços, que forçosamente incrementaram os custos na área do medicamento e na área dos bens de consumo clínicos. Relativamente aos recursos humanos, o PCA, acrescentou com satisfação que o facto de «termos subido a despesa em recursos humanos por contratação de “sangue novo”, significa que temos uma nova e melhor massa crítica para uma maior atividade, fator esse que nos dinamizou muitos Serviços. Temos Serviços com comportamentos fantásticos e foram precisamente aqueles em que investimos mais, em que aditamos mais gente jovem. Se olharmos para os 5 melhores Serviços de 2016, percebemos rapidamente o quão importante foi termos investido em recursos humanos diferenciados, o que vamos continuar a fazer em algumas áreas estratégicas.» No que respeita à atividade assistencial, o CHLN obteve, em termos globais, também os melhores resultados de sempre e na sua alocução o PCA ilustrou com um exemplo: «Há um dado muito importante e que tem a ver com a questão dos partos. No triénio de 2011/2013 perdemos 18% de partos na instituição e nos últimos três anos, verificou-se um crescimento na ordem dos 8%, com tendência para crescer. Continuamos a usufruir de um bom nível de atratividade, sob o ponto de vista da tecnologia e do capital humano, embora com a necessidade de fazermos uma maior revisão do ponto de vista das infraestruturas, que carecem de decisões rápidas.» Na apresentação o PCA referiu foi igualmente o crescimento substancial sentido na área das Consultas Externas, com indicadores muito positivos já em janeiro de 2017 - crescimento de 8,7% o que se traduz em mais 220 consultas por dia. Em termos de Internamento, quer em 2016, quer em 2017, tem-se mostrado igualmente uma tendência de crescimento de mais 16 doentes internados, por dia. Relativamente à atividade cirúrgica foi igualmente transmitido que o CHLN segue uma tendência evolutiva, com particular destaque para a Cirurgia de Ambulatório, que cresceu também em janeiro cerca de 12%. Relativamente à atividade de Hospital de Dia verificou-se também uma evolução exponencial, com o crescimento de 8,8%, e em termos das Urgências, notou-se um crescimento na ordem dos 3,7%. Os principais indicadores de atividade relevam assim que o CHLN está em crescimento e sem perturbação nos seus indicadores de qualidade. O PCA ilustrou que «Enquanto em 2016 crescemos 2,7% nos doentes saídos, em janeiro de 2017, crescemos 10,5%. A taxa de ocupação manteve-se igual nos 7,0% e as intervenções, ou seja a atividade cirúrgica cresceu em média 3,2%, no global e em 2016 enquanto estamos com uma taxa de crescimento de 14,5%, em janeiro de 2017.»

Foi igualmente discutida a grande dificuldade com que a instituição se confronta ainda: encontrar a solução para a questão do stock da dívida anterior. Neste sentido, o Presidente informa que estão a ser levadas a cabo negociações com a ACESS e a Tutela, para que esta questão fique solucionada a médio prazo, visando o ambicionado equilíbrio e a consolidada sustentabilidade financeira da instituição. Algo que, espera o Dr. Carlos Neves Martins, seja concretizado em pleno, pois «Se se concretizar, cumprimos um objetivo que acordámos com o Governo, no final do ano passado, ou seja, que é a 31 de dezembro de 2018, data que coincide com o termo do mandato deste Conselho de Administração, o CHLN ter o equilíbrio das sua contas, isto é, os pagamentos estarem a ser efetuados dentro do prazo, o stock de dívida ser “rolante”, o que é perfeitamente normal numa instituição desta dimensão, e baixamos os custos anuais abaixo dos 400 milhões.»

Nesta reunião foi igualmente apresentado, de forma detalhada, o Orçamento para 2017, bem como o Plano de Inovação e Investimentos para 2017/2020, o qual o Dr. Carlos das Neves Martins quis ilustrar, com mais detalhe referindo que «a nota de que este Plano de Investimento de 2017-2020, deve ser entendido como o somatório daquilo que o Conselho de Administração entende e tem “em cima da mesa” como matéria de trabalho. Ou seja, sabemos que 90 milhões de euros é um valor muito grande, que aliás, já referi anteriormente, de forma mais correta são 75 milhões, acrescidos de 15 milhões de eficiência energética, mas dizer-vos que neste valor estão incluídos Fundos Comunitários, o valor da intervenções no Parque de Saúde Pulido Valente, por parte de terceiros, estão incluídas todas as candidaturas, efetuadas pela Instituição e estão também os valores medianos de investimento anual, que está em Lei do Orçamento de Estado perfazendo cerca de 8 milhões de euros. Este é o nosso objetivo.»

Durante a manhã de trabalho, foram analisados ainda outros temas pelos membros do Conselho Consultivo do CHLN, da qual se salienta a reflexão sobre as alterações decorrentes do novo diploma da Lei de Gestão Hospitalar, que vem alterar a composição do próprio Conselho Consultivo assim como foi analisado, o enquadramento da Política de Cooperação e Afiliações do CHLN, a sua estratégia decorrente e respetiva publicitação. De realçar ainda a abordagem da situação atual da instituição, relativamente aos Centros de Referência, e à integração do CHLN em Redes Europeias, sendo explicado aos presentes, detalhadamente, os claros benefícios desta aposta e a sua importância, bem como o dinamismo da respetiva Task Force, criada para o efeito, e que integra reputados profissionais na prática clínica. Foi ainda aprovada a proposta para que as próximas reuniões do Conselho Consultivo sejam realizadas na sala do Conselho do Hospital Pulido Valente.

O Dr. Carlos das Neves Martins quis encerrar a sua alocução, concluindo que «Mantemos intocáveis os nossos desafios até 2020, o que significa que entramos em 2017 com a mesma estratégia, assente nos seis grandes pilares de gestão deste Conselho de Administração, que se mantêm inalteráveis, com o expresso apoio do Governo. Prosseguimos assim, o caminho que traçamos em 2013/2014, com alguns ajustamentos é certo, mas em direção à sustentabilidade financeira. É esse o legado que queremos deixar em 1 de janeiro de 2019, a quem nos virá suceder.»

A Eng.ª Esmeralda Dourado agradeceu ao Dr. Carlos Neves Martins a sua intervenção e deu, em nome do Conselho Consultivo uma palavra de parabéns e de incentivo ao trabalho feito e aos objetivos alcançados, realçando a importância do alcance da sustentabilidade.

Após duas horas de profícuo debate de ideias e soluções, foi ainda realizada uma visita ao campus desta unidade, onde foram mostrados localmente os principais investimentos em curso, ou prestes arrancar, no Parque de Saúde Pulido Valente, desde a sede do SICAD - Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências, até às camas direcionadas para a prestação de cuidados continuados e paliativos, passando pelas duas Unidades de Saúde Familiares (USF’s). Todos estes investimentos representarão um importante contributo do CHLN para o aumento da acessibilidade e também da qualidade dos serviços disponíveis à comunidade abrangente, conforme referiu o Presidente do CHLN, Dr. Carlos das Neves Martins.

No dia 16 de fevereiro, o Conselho de Administração visitou, no Hospital Pulido Valente, as instalações definitivas da valência de Pedopsiquiatria do Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência, uma importante e nova valência do Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN) ao serviço dos pequenos utentes e respetivas famílias, em proximidade com a sua área de residência.

Está assim consolidada mais uma importante e nova área clínica no seio da instituição e esta visita do órgão gestionário serviu para, justamente, reconhecer e agradecer o trabalho e a dedicação dos profissionais a este projeto, que se tem vindo a desenvolver na ótica de uma política de crescente proximidade dos cuidados à população, bem como de outros projetos em curso, já assumidos para o próximo biénio. O Presidente do Conselho de Administração do CHLN deixou a todos os elementos do serviço, algumas palavras de reconhecimento e de incentivo «Acho que estão muito melhor e queria dizer-vos que este é um espaço definitivo. (…) E devemos olhar para este espaço (…), como um novo espaço com uma maior dignidade e sobretudo, com melhores condições de trabalho», afirma. O Dr. Carlos Neves Martins falou ainda de melhorias com o apoio do Poder Local «(…) vamos conseguir planear e fazer, durante o mês de março, em alinhamento com a vossa instalação definitiva, e em conjunto com a Junta de Freguesia, o arranjo da área envolvente, e preparar o terreno para a horta pedagógica com o intuito de fecharmos, em definitivo, o arranjo do espaço físico.»

Após algumas considerações mais específicas, o Presidente do CHLN quis mostrar a todos os presentes, o reconhecimento e o agradecimento público dele e da sua equipa de gestão, ao trabalho desenvolvido pela área de Pedopsiquiatria «Queria também reiterar o agradecimento, que já fiz publicamente, ao Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência, pelo seu crescimento sustentado, pela forma como têm atraído jovens médicos e futuros especialistas da nossa instituição, de uma forma global. Temos também essa responsabilidade, a de crescermos para formar cada vez mais quadros da Pedopsiquiatria ou quadros de outros serviços, que connosco colaboram, e convosco colaboram. A Pedopsiquiatria está em crescimento, não só em termos do seu quadro de efetivos e do seu plano de ação, mas também em termos das suas instalações, e com vista a consolidar-se num processo de afiliação que nos é muito caro, do ponto de vista da felicidade e da realização da estratégia que temos e que seguimos no CHLN. Está previsto para os próximos meses um arranque mais sólido da afiliação com os dois ACES do Oeste, em que para além da predisposição dos profissionais, vossos colegas que estão na Medicina Familiar e no Centro Hospitalar do Oeste, existe também uma forte disponibilidade do Poder Local, no sentido de facilitar as condições de trabalho, no sentido de garantir o sucesso desta relação e deste processo de trabalho, fora do “perímetro CHLN”. Na opinião do Dr. Carlos das Neves Martins estão consolidadas as bases para um desenvolvimento pleno do Serviço nos próximos tempos «há condições para continuarmos a crescer e para servirmos cada vez mais e melhor aqueles que precisam da Pedopsiquiatria e, de uma forma mais global, do Departamento de Pediatria. Este ano será concluído, esperamos, com resultados muito positivos, tal como foi o ano passado, em termos de serviço e, sobretudo, ainda melhor estribados em termos de infraestruturas, de recursos humanos e principalmente, de capacidade de resposta, no que é uma área fundamental para a instituição. O nosso muito obrigado, em meu nome e dos colegas do Conselho, mas sobretudo um “obrigado” das crianças e dos pais que são, no fundo, a vossa razão de ser e a vossa motivação, assim como a nossa.»

A Professora Teresa Goldschmidt quis igualmente deixar o seu testemunho «Agradeço a vossa presença aqui e também a disponibilização deste espaço, que tem muito boas condições e que vem dar continuidade a um trabalho, iniciado com menos condições em termos de infraestruturas, e porque sabemos que o Dr. Carlos Martins fez questão que pudéssemos desenvolver a nossa atividade num espaço com esta qualidade e, de facto um estímulo, para continuarmos.» A Diretora de Serviço mostrou ainda a sua satisfação e reconhecimento pela equipa pela qual é responsável «(…) devo dizer-lhe também que para mim é uma satisfação estar à frente de um Serviço composto por profissionais, que trabalham com muito empenho, que ao longo da sua vida aqui, tem colaborado com elevada diferenciação, depois de fazerem uma atividade clínica, também ela diferenciada.» Relativamente ao processo de afiliação em curso adianta, «é uma vocação nossa em trabalhar em articulação com os Cuidados Primários de Saúde, sejam os da nossa área sejam os da zona do Oeste e, portanto, creio que vamos continuar a desenvolvê-lo com motivação». Termina, acrescentando com um agradecimento, «sentimos que esta vossa visita e todo o empenho que tem sido colocado neste serviço é amplo um incentivo para a continuação do desenvolvimento da nossa atividade.»

De realçar, que o Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e da Adolescência foi criado em janeiro de 2015, no seio do, então também renovado, Departamento de Pediatria e desde essa altura, tem pautado o seu percurso pela excelência e qualidade, honrando aquilo que é a tradição do CHLN.

terça-feira, 31 janeiro 2017 16:37

Centro de Referência de Paramiloidose Familiar

Polineuropatia Amiloidótica Familiar

O que é a Polineuropatia Amiloidótica Familiar?

A Polineuropatia Amiloidótica Familiar (PAF), vulgarmente conhecida como Paramiloidose ou Doença dos Pezinhos, é uma doença rara do adulto, que se manifesta habitualmente entre os 25 e os 40 anos, embora possa ocorrer depois dos 50 anos de idade. 

Resulta da deposição nos tecidos, sobretudo nos nervos periféricos, de uma substância designada por amilóide.

Estima-se que em Portugal existam cerca de 2 mil doentes com paramiloidose.

Quais as causas?

Esta doença hereditária, que resulta de uma mutação (erro genético) no gene da transtirretina (TTR), é transmitida à geração seguinte de forma autossómica dominante, o que significa que 50% dos filhos de um doente poderão vir a herdar o gene responsável pela doença. 

Quais os sintomas da doença?

Os sintomas sensitivos são habitualmente os primeiros a surgir, em particular formigueiros, dor tipo choque elétrico, picada, ardor ou calor; diminuição da sensibilidade à temperatura (frio/quente), que começa nos pés e tem progressão ascendente, atingindo as mãos em cerca de 4 a 5 anos após o seu início.

Noutros casos, a manifestação inicial da doença pode ser perda de peso involuntária, alterações do trânsito intestinal (obstipação ou diarreia alternando com obstipação), dificuldade em fazer as digestões ou um quadro de disfunção sexual. As alterações gastrointestinais vão-se tornando mais acentuadas,podendo associar-se náuseas e vómitos. Podem ocorrer alterações urinárias caracterizadas por dificuldade em esvaziar a bexiga completamente que se pode manifestar como infeções urinárias de repetição, evoluindo para incontinência urinária.

O envolvimento do coração pode não provocar sintomas numa fase inicial, ou manifestar-se como tonturas com as mudanças de posição, palpitações por alterações da condução e ritmo cardíaco e eventualmente ser necessário a colocação de pacemaker. Numa fase mais avançada pode surgir insuficiência cardíaca.

Com a progressão da doença, ocorre diminuição da força muscular que começa nos pés e pernas e progride para os membros superiores em anos, condicionando dificuldades motoras progressivas.

O envolvimento renal pode ocorrer em cerca 30% dos doentes, e embora possa ser uma manifestação precoce da doença habitualmente surge numa fase tardia, conduzindo à falência do rim e à necessidade de diálise.

Podem também ocorrer perturbações visuais, como visão turva, olho seco, glaucoma ou diminuição da acuidade visual, caracteristicamente nas fases mais avançadas da doença.

Sem tratamento, os sintomas agravam-se, causando a morte em média 10-15 anos após o seu aparecimento. 

Como se diagnostica a paramiloidose?

O diagnóstico é realizado por teste genético (análise ao sangue) para confirmação da presença da mutação responsável pela doença. Pode também ser necessário confirmar a presença de substância amilóide em algum tecido através de biopsia.

Nas famílias das pessoas afetadas, é possível identificar parentes portadores do gene alterado e que, por isso, estão em risco de desenvolver a doença. 

O teste genético está disponível a partir dos 18 anos de idade, sendo este realizado em consulta de genética médica, sempre que não existam sintomas da doença (Teste preditivo).

Uma vez que esta é uma doença de agravamento progressivo, é importante o diagnóstico precoce para que possa ser instituída terapêutica atempadamente. 

Como se trata a paramiloidose?

Os doentes com paramiloidose devem ser acompanhados por uma equipa multidisciplinar envolvendo várias especialidades nomeadamente neurologia, genética médica, cardiologia, nefrologia, oftalmologia entre outras, de acordo com o envolvimento de outros órgãos que possam surgir no decurso da doença.

Sendo o fígado a fonte primária da substância amiloide, o transplante hepático é considerado uma terapêutica bem estabelecida para parar a progressão da doença sabendo-se que aumenta a qualidade de vida, se realizado precocemente na evolução da doença. É importante reforçar que este procedimento pode retardar a evolução dos sintomas mas não permite a recuperação dos danos já causados no organismo.

Contudo, o transplante hepático apresenta limitações por ser um tratamento invasivo, com uma mortalidade peri-operatória significativa e associada a diversos efeitos adversos resultantes da imunossupressão prolongada.

O Tafamidis (Vyndaqel©), aprovado pela EMA em 2011 com indicação para doentes em estadio I (marcha sem apoio), é atualmente a única terapêutica farmacológica, oral, disponível para a doença. Este medicamento permite, com um comprimido diário, atrasar a progressão da doença, aumentar a esperança e a qualidade de vida dos doentes. 

Existem outros fármacos em desenvolvimento, nomeadamente o RNA interferencial (RNAi) e os Oligonuleotidos antisense (OAS).Estes fármacos inibem a produção da TTR pelo fígado, prevendo-se que resulte numa diminuição dos depósitos de fibrilhas amilóides no organismo, diminuindo, ou mesmo parando, a progressão da doença. Atualmente estes fármacos estão em fase de ensaios clínicos a aguardar resultados finais de eficácia e tolerabilidade. 

Para lá destes tratamentos, importa referir que os sinais e sintomas da paramiloidose são variados e os pacientes podem necessitar de outros tratamentos sintomáticos para manter as suas atividades diárias.

Consulta de Paramiloidose

História da consulta de PAF

A consulta de Neurologia do CHLN-HSM tem 25 anos de experiência na área, considerado desde 1990 (DR I série, 213 de 14709/1990) como um dos centros de referenciação para doentes portadores de Polineuropatia Amilóide Familiar/Paramiloidose (PAF) do país. Desde essa data a Consulta de Paramiloidose do CHLN, HSM segue todos os doentes e portadores assintomáticos referenciados a este centro. Desde 2015, a consulta de PAF do HSM/CHLN foi reconhecida como Centro de Referência de Paramiloidose a nível nacional (DR, 2ª série - Nº 197, Despacho nº 11297/2015).
A equipa de Neurologia da Consulta de Paramiloidose é a responsável pelo diagnóstico e seguimento dos doentes coordenando a ligação com a restante equipa multidisciplinar de acordo com as necessidades dos doentes e protocolos pré-estabelecidos. Esta equipa multidisciplinar está localizada no mesmo edifício hospitalar (CHLN/HSM) que as outras especialidades, sem que o doente necessite de se deslocar a outra unidade hospitalar, sendo a marcação e orientação para as referidas consultas realizada a partir do serviço de Neurologia. A exceção é o centro de transplante hepático, localizado no Hospital Curry Cabral, com o qual a ligação é feita diretamente com a equipa responsável pelo transplante Hepático, neste centro hospitalar.

Equipa multidisciplinar

 

Especialidade

Função

CategoriaProfissional

Nome

Neurologia
(Equipa Responsável)

Coordenador do CR

Médico

Dra. Isabel Conceição

Avaliação neurológica clinica

Médico

Dra. Isabel Conceição
Prof. Doutor Mamede de Carvalho
Dr. Miguel Oliveira Santos
Dr.ª Catarina Campos

Avaliação neuropatológica

Médico

Prof. Doutor José Pimentel

Técnicas de Neurofisiologia

Técnico

José Castro
Isabel Castro

Técnicas de Neuropatologia

Técnico

Pedro Pereira

Avaliaçao parâmetros Vitais; Administraçao fármacos e.v. em ambulatorio

Enfermeiros

Adelaide Sousa
Elizabete Chibante
Rosa Castanho

Assistência social

Assistente Social

Dra Sara Miranda

Cardiologia

Avaliação cardiológica clinica

Médico

Profª Doutora Conceição Azevedo Coutinho

Cardiologia de intervenção

Médico

Dr Nuno Cortez-Dias
Dr Pedro Marques

Técnicas de cardiopneumografia

Técnico

Susana Gonçalves
Laura Santos

Reumatologia

Avaliação Ósseo-Metabólica

Médico

Dr José Romeu

Unidade de Técnicas de Reumatologia

Médico

Dr. Fernando Teixeira

Oftalmologia

Avaliação oftalmológica

Médico

Prof. Doutor Carlos Neves
Dr.ª Ana Quintas

Técnicas de Oftalmologia

Técnico

Telma Gala

Nefrologia

Avaliação clinica nefrologica

Médico

Dr Fernando Neves

Dra Marta Pereira

Urologia

Avaliação urológica

Médico

Dr David Martinho

Fisiatria

Neuro-reabilitação

Médico

Profª Doutora Anabela Pinto

Nutrição

Avaliação nutricional

Nutrucionista

Dra Claudia Inácio

Genética

Geneticista Clinica

Médico

Profª Doutora Ana Berta Sousa

Geneticista Clinica

Médico

Dra. Oana Moldovan

Psicologa Clinica

Psicólogo

Dra Alexandra Leonardo

 

Organograma

Organograma


 

Exames

NIS

A Escala de Deterioração de Neuropatia (Neuropathy Impairment Scale) permite uma avaliação clínica objectiva do grau de atingimento neuropático. Foi inicialmente desenvolvida para uso na Neuropatia diabética, tendo sido posteriormente adaptada para utilização em outras neuropatias.

Compass 31

O COMPASS 31 (CompositeAutonomicSymptom Score) tem origem num questionário mais completo, o ASP (AutonomicSymptomProfile).
É um inquérito de auto-avaliação que permite aferir a questionar sobre sinais e sintomas de disfunção autonómica.

Inquéritos de qualidade de vida (QoL)

São utilizados dois inquéritos:
O Norfolk QOL-DN – questionário de qualidade de vida orientado para queixas de neuropatia.
O EQ-5D – Questionário sobre qualidade de vida global.

EMG com velocidades de condução

A eletromiografia é um método de diagnóstico que permite avaliar problemas do sistema nervoso periférico ou musculares.
Neste exame são utilizados elétrodos de superfície, em conjunto com pequenas correntes elétricas, de forma a avaliar a capacidade das fibras nervosas de maior calibre transmitirem sinais elétricos.
Utilizam-se também elétrodos de agulha para avaliar a atividade muscular (em repouso ou durante a contração muscular).

Resposta Simpática Cutânea (SSR)

A resposta simpática cutânea é um teste neurofisiológico simples e rápido que representa um potencial elétrico gerado nas glândulas sudoríparas da pele.

Esta resposta pode ser provocada por diversos estímulos, sendo que o mais comum é um estímulo elétrico, e é registada com elétrodos de superfície.
Este teste permite avaliar a função das fibras nervosas de pequeno calibre (fibras C) que inervam as glândulas sudoríparas.

Quantitative Sudomotor Autonomic Reflex Testing (QSART)

O QSART é um teste neurofisiológico que permite quantificar a atividade sudomotora em vários pontos distintos dos membros (antebraço, perna, tornozelo e pé), num determinado período de tempo.
Esta resposta é desencadeada pela iontoforese (aplicação de uma pequena corrente elétrica) de acetilcolina, através de elétrodos superficiais colocados na pele.
Este teste permite avaliar a função das fibras nervosas de pequeno calibre (fibras C) que inervam as glândulas sudoríparas.

Sudoscan

O Sudoscan é um teste neurofisiológico recente que mede a resistência da pele à passagem de uma pequena corrente elétrica através um processo denominado de iontoforese reversa.
Para este teste o paciente coloca ambas as mãos e ambos os pés em placas metálicas que simultaneamente aplicam uma corrente e medem a resistência da pele. Desta forma, quanto mais humidade (suor) houver na pele, menor a resistência à passagem do sinal elétrico.
Este teste permite avaliar a função das fibras nervosas de pequeno calibre (fibras C) que inervam as glândulas sudoríparas.

Potenciais Evocados a Laser

Os potenciais evocados a laser utilizam um laser para aplicar um estímulo ligeiramente doloroso na pele, que vai originar uma resposta ao nível do sistema nervoso central (cérebro).
Este teste tem a vantagem de permitir estimular qualquer área da pele, permitindo avaliar a função de fibras nervosas de pequeno calibre (Fibras Aδ).

Quantitative sensory testing (QST)

O QST é um teste não invasivo que aplica estímulos térmicos e vibratórios na pele, permitindo calcular o limiar de sensibilidade à vibração, ao calor e ao frio.
Este teste permite avaliar a função de fibras nervosas de pequeno calibre (Fibras Aδ).

Ecocardiograma

O ecocardiograma permite obter informação morfológica e funcional sobre as câmaras cardíacas (aurículas e ventrículos), válvulas, paredes cardíacas, grossos vasos e pericárdio.
É possível assim, de modo rápido, indolor e inócuo, despistar doenças das válvulas, tamanho do coração, avaliação da função cardíaca, derrame pericárdico, anómalias congénitas, avaliação de forma indirecta de doença coronária, etc.

Holter

O Holter é um exame que permite o registo continuo do ritmo e da frequência cardíaca durante um período de 24 ou 48 horas , através de um registo electrocardiográfico.
Destina-se a detectar alterações do ritmo cardíaco durante a sua actividade diária normal, e a correlacionar eventuais sintomas referenciados pelo utente ( ex: palpitações, tonturas ou perda de consciência ).

Monitorização Ambulatória da Pressão Arterial (MAPA)

O MAPA (Monitorização Ambulatória da Pressão Arterial) permite o registo automático de medições da Tensão Arterial ao longo de 24 horas, à medida que o doente vai realizando as diferentes atividades ao longo dia. Deste modo, será possível relacionar as alterações nos valores registados com as várias atividades que o utente fez, assim como os sintomas por ele descritos.

Cintigrafia cardíaca com Iodo-123 e Cintigrafia óssea (MIBG e DPD)

O MIBG é uma cintigrafia cardíaca que permite estudar a captação de Iodo-123 pelos receptores adrenérgicos cardíacos, avaliando assim a função autonómica cardíaca.
O DPD é uma cintigrafia óssea que permite avaliar a captação de Tecnécio 99 pelo miocárdio, que ocorre se existir deposição de amilóide transtirretina no coração.

Prova de Esforço

A prova de esforço indica se o coração consegue obter fluxo de sangue e oxigénio suficientes quando está a trabalhar no seu máximo, durante o exercício físico. As provas de esforço são por regra realizadas em pessoas com dor no peito ou com outros sintomas que sugerem uma doença coronária, habitualmente após um exame médico e realização de um electrocardiograma (ECG). No entanto, estes exames são, por vezes, usados para outros fins, como a avaliação da eficácia de um tratamento para a doença cardíaca ou a aferição da segurança de um programa de exercício proposto.

Casuística

São seguidos atualmente, nesta consulta, 387 doentes (à data de Dez 2015) portadores da mutação com uma média de 17 novos casos/ano nos últimos 3 anos.
Destes indivíduos 166 são portadores assintomáticos e 221 doentes, dos quais 53% foram submetidos a transplante hepático, 30% tratados com Vyndaqel©, 5% incluídos em ensaios clínicos de novos fármacos e 12% dos doentes não tiveram indicação para iniciar qualquer tipo de terapêutica.


 

Publicações

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Alvir, J., Stewart, M., & Conceição, I. (2015). Latent Class Analysis to Classify Patients with Transthyretin Amyloidosis by Signs and Symptoms.Neurology and Therapy,4(1), 11-24. doi:10.1007/s40120-015-0028-y

Castro, J., Miranda, B., Castro, I., Carvalho, M. D., & Conceição, I. (2016). The diagnostic accuracy of Sudoscan in transthyretin familial amyloid polyneuropathy.Clinical Neurophysiology,127(5), 2222-2227. doi:10.1016/j.clinph.2016.02.013

Coelho, T., Maia, L. F., Silva, A. M., Cruz, M. W., Plante-Bordeneuve, V., Lozeron, P., . . . Grogan, D. R. (2012). Tafamidis for transthyretin familial amyloid polyneuropathy: A randomized, controlled trial.Neurology,79(8), 785-792. doi:10.1212/wnl.0b013e3182661eb1

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Suhr, O. B., Coelho, T., Buades, J., Pouget, J., Conceicao, I., Berk, J., . . . Adams, D. (2015). Efficacy and safety of patisiran for familial amyloidotic polyneuropathy: A phase II multi-dose study.Orphanet Journal of Rare Diseases,10(1). doi:10.1186/s13023-015-0326-6

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Links úteis

Associação Portuguesa de Paramiloidose
http://www.paramiloidose.com/

TTR-FAP Connection
https://www.ttr-fapconnection.com/

Amyloidosis Foundation
www.amyloidosisresearchfoundation.org

segunda-feira, 05 dezembro 2016 16:52

Babycare

O Babycare é uma solução complementar à visita ao CHLN e que permite aos pais de bebés prematuros ou que necessitem de cuidados especiais, internados, acompanharem  os filhos a partir de casa, ou de qualquer outro lugar com acesso Internet, em qualquer hora do dia.

Acesso ao Babycare: http://83.240.166.63

Manual de Utilizador

sexta-feira, 07 outubro 2016 10:35

Serviço de Gestão Hospitalar

Direção e Coordenação

Diretor: Dra. Maria do Céu Valente

Administrador Hospitalar: Dra. Madalena Rocha

O Serviço de Gestão Hospitalar é um Serviço de Apoio Geral e Logística.

Contacto: 217805000

Competências

Ao Serviço de Gestão Hospitalar compete, conforme regulamento interno em vigor, homologado a 23 de Março de 2009:

Compatibilizar os objectivos dos serviços de acção médica, dos centros de responsabilidade e das unidades funcionais com os objectivos do Centro Hospitalar, tendo em conta as orientações estratégicas definidas pelo Conselho de Administração, num quadro de eficácia global e num contexto de utilização racional dos recursos e de maximização dos níveis de eficiência, competindo-lhe nomeadamente:

a) Coordenar a elaboração do plano de acção anual e proposta de orçamento para cada um dos serviços de acção médica, centros de responsabilidade e unidades funcionais;

b) Coordenar a elaboração do contrato-programa do Centro Hospitalar;

c) Coordenar e implementar o processo de contratualização interna com os serviços de acção médica, centros de responsabilidade e unidades funcionais;

d) Acompanhar e monitorizar a execução dos contratos-programa dos serviços de acção médica, dos centros de responsabilidade e das unidades funcionais;

e) Actuar correctivamente face aos desvios apurados, quer no que respeita à contratualização interna, quer no que respeita à contratualização externa;

f) Acompanhar e monitorizar os níveis de qualidade, de produtividade e de custos dos serviços de acção médica, dos centros de responsabilidade e das unidades funcionais, tendo em conta os respectivos objectivos previstos em sede do contrato-programa;

g) Resolver ou propor a resolução dos problemas que impedem que os níveis de qualidade, de produtividade e de custos alcancem os objectivos previstos;

h) Sistematizar e uniformizar procedimentos, num contexto de desmaterialização e de informatização global;

i) Garantir uma utilização racional dos recursos.

 

Estrutura

  1. Unidade de Gestão de Utentes
    1. Receção Central
    2. Centro de Contactos
    3. Centro de Ambulatório
    4. Gabinete de Taxas Moderadoras
    5. Gabinete de Gestão de Termos de Responsabilidade
    6. Setor de Transporte de Doentes
  2. Unidade de Gestão Clínica
    1. Setor de Codificação
    2. Setor de Relatórios Clínicos
    3. Setor de Assistência Médica no Estrangeiro
    4. Setor de Apoio à Gestão de Altas
    5. Casa Mortuária
    6. Arquivo Clínico
  3. Unidade Local de Gestão do Acesso
    1. Gestão de Inscritos para Cirurgia
    2. Consulta a Tempo e Horas

segunda-feira, 22 agosto 2016 10:24

3as Jornadas de Medicina Subaquática e Hiperbárica

No passado dia 24 de setembro realizou-se, no auditório 58 do Edifício Egas Moniz, da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL), as 3ª Jornadas de Medicina Hiperbárica e Subaquática da Marinha.

terça-feira, 22 março 2016 15:08

Informação Institucional

Registo

Centro Hospitalar Lisboa Norte, EPE

Av. Professor Egas Moniz – 1649-035 Lisboa

Capital Estatutário: 312.440.000,00 Euros

Matrículado na C.R.C. Lisboa sob o Nº 508 481 287

Contribuinte Nº 508 481 287

segunda-feira, 07 março 2016 17:03

CONFERÊNCIA "PORTUGAL SAUDÁVEL"

No próximo dia 08 de março, às 10:00, realiza-se a Conferência "Portugal Saudável - um compromisso Missão Continente, na Reitoria da Universidade NOVA de lisboa.

Esta conferência contará com a presença do Sr. Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, e de altos responsáveis de algumas das mais importantes organizações da sociedade portuguesa para debater a importância da prevenção e cuidados de saúde primários, da promoção da alimentação saudável e consumo consciente. Serão ainda apresentados os resultados anuais da Missão Continente.

A inscrição é gratuita mas obrigatória e deverá ser realizada aqui

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