No dia 16 de março foi firmado, entre o Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN), Dr. Carlos das Neves Martins, e o Presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA), Dr. Paulo Jorge Espiga, mais um Protocolo de Cooperação, desta vez na especialidade de Reumatologia, reforçando a afiliação, mantida com o CHLN, desde há dois anos a esta parte.
O CHLN e a ULSLA já mantêm laços de cooperação desde junho de 2015, altura em que foi celebrado o primeiro protocolo de cooperação, na área de Imunohemoterapia, ao que se seguiu, em novembro de 2016, outros, nas especialidades de Pneumologia, Otorrinolaringologia, Patologia Clínica e Anatomia Patológica. Na sequência dos excelentes resultados já obtidos na ULSLA e da capacidade instalada no CHLN, foi celebrado no dia 16 de março, mais um protocolo de cooperação, este para a área da Reumatologia. Na assinatura deste acordo estiveram presentes os membros dos dois Conselhos de Administração, o Diretor e a Administradora do Serviço de Reumatologia, respetivamente o Prof. Doutor João Eurico da Fonseca e a Dr.ª Patrícia Gonçalves.
O Presidente do Conselho de Administração do CHLN, Dr. Carlos José das Neves Martins, frisou que «Desde 2014, que a nossa instituição tem sido pioneira na utilização deste inovador modelo de parceria (afiliação), já inclusivamente seguido, e bem, por outras instituições congéneres. Colocamos em prática um modelo de cooperação entre instituições, estritamente centrado numa política de proximidade ao Cidadão e no qual os centros mais diferenciados e capacitados, conferem um apoio, também ele diferenciado, a outras entidades hospitalares mais pequenas, visando colmatar as suas dificuldades e carências e fortalecer a sua capacidade de resposta, incrementando uma “migração” positiva de profissionais para zonas mais carenciadas em termos de prestação de cuidados de saúde. Sabemos que foi um processo que inicialmente suscitou algumas dúvidas, interna e externamente, mas com o desenvolvimento, ora reforçado, na área da Reumatologia, na ligação já mantida com ULSLA, prova-se à evidência os proveitosos resultados alcançados, que nos causam grande felicidade e também reforçam o sentido de dever cumprido. É para nós extremamente gratificante contribuir para colmatar uma enorme lacuna existente, que priva todo o Alentejo, desde há 4 anos para cá, da especialidade de Reumatologia.»
O Presidente do CHLN não quis deixar de enaltecer a forma como os profissionais do CHLN têm sido recebidos na ULSLA e nas expectativas que deposita no estabelecimento de mais este protocolo: «Quero, desde já, agradecer a forma como ULSLA tem integrado e acolhido os nossos profissionais, que se sentem “em casa” e não escondo a enorme expetativa que tenho de que a Reumatologia reforce, ainda mais, esta dinâmica de trabalho de equipa, ao serviço do cidadão na sua área de residência e evitando deslocações de centenas de quilómetros até Lisboa».
O Diretor do Serviço de Reumatologia, Prof. Doutor João Eurico da Fonseca, acrescentou com satisfação que «No Serviço de Reumatologia estamos muito motivados com os laços de cooperação gerados. Considero de extrema importância o contato com os Médicos da Medicina Geral e Familiar, para alinhar critérios de referenciação e consequentemente, garantir de forma mais eficaz os procedimentos afetos às triagens».
O Presidente da ULSLA, Dr. Paulo Espiga, referiu que «Para nós, este Protocolo tem inúmeras mais-valias, sobretudo para os nossos utentes, que passarão a ter junto das suas residências e em proximidade, esta especialidade, evitando deslocações a Lisboa ou a Almada, o que resultará em poupanças em termos de tempo e de custos.» Continuando, disse que «Este protocolo vai também permitir que os nossos profissionais tenham contacto presencial com colegas de uma especialidade que não temos na nossa “carteira” de serviços, ficando assim mais aptos para conferir uma resposta muito mais rápida e adequada às necessidades dos doentes, que se complementa com a aquisição de competências, nesta área».
Foi assim dado mais um passo para o reforço da política estratégica de afiliações do CHLN, iniciada em 2014, e que tem como base apoiar instituições com menor capacidade de resposta e diferenciação e de zonas mais carenciadas, no sentido de consolidar os princípios da prestação de cuidados de saúde ao cidadão, atempadamente, com maior proximidade e maior acessibilidade. Cumprimos assim cada vez mais o alcance da nossa missão pública e contribuímos também desta forma para um SNS mais forte!
SmartReab é o nome do sistema permitirá a monitorização anual de mais de 100 doentes com patologia respiratória crónica, incluindo também os doentes que fazem oxigenoterapia em casa.
O SmartReab está implementado no Serviço de Pneumologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN) e permite o prolongamento da monitorização da atividade física no doente, fora do contexto hospitalar, acompanhando e incentivando, com segurança, a promoção da atividade física, quer no seu domicílio, quer também na comunidade onde está inserido. Esta implementação decorre de uma parceria estratégica entre o CHLN e a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) e com o apoio da Fundação Vodafone Portugal.
Nos doentes com patologia respiratória mais grave e que cumprem uma terapêutica diária, o sistema SmartReab permite, também, um ajustamento adequado dos níveis de oxigénio necessários. Através do aumento da atividade física, estima-se que este sistema de telemonitorização confira, a médio e a longo prazo aos seus doentes: (i) a promoção de um estilo de vida mais saudável nos doentes respiratórios crónicos; (ii) a redução do número de episódios de urgência, face a um melhor controlo clínico, minimizando as agudizações da doença respiratória e (iii) a redução do número de episódios de internamento, como consequência da redução dos episódios de urgência.
«Face ao trabalho desenvolvido e que tenho acompanhado com satisfação, tenho que congratular-me pelos claros benefícios que o sistema SmartReab traz aos doentes», salienta a Dr.ª Margarida Lucas, Diretora Clínica do CHLN. O Dr. Carlos das Neves Martins, Presidente do Conselho de Administração do CHLN, realça este projeto é «Mais uma adaptação da capacidade de resposta deste Centro Hospitalar Universitário aos desafios que se impõem em matéria da prestação de cuidados de elevada diferenciação, com uma clara aposta na inovação e reforço da capacidade tecnológica residente, que trará mais e melhores ganhos em saúde, em termos do reforço da política de proximidade ao cidadão e do aumento da sua qualidade de vida.»
Enfatizando a importância da atividade física, a Prof.ª Doutora Cristina Bárbara, Diretora do Programa Nacional de Doenças Respiratórias da Direção-Geral da Saúde, Diretora do Serviço de Pneumologia do CHLN e da Clínica Universitária de Pneumologia da FMUL, refere que «Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a inatividade física é o 4º principal fator de risco com impacto global, sendo a mesma responsável por 10% da mortalidade. No doente com patologia respiratória crónica, a inatividade física é ainda um fator de risco associado às hospitalizações e à mortalidade precoce». Já a Prof.ª Doutora Fátima Rodrigues, Coordenadora da Unidade de Reabilitação Respiratória do Hospital Pulido Valente (HPV), local onde se tem desenvolvido a implementação do sistema SmartReab, enaltece a importância, para a equipa clínica da disponibilização de informação constante e do incremento à atividade física «proporciona dados em tempo real, de forma contínua, nos quais o doente está em ambiente domiciliário e em comunidade. Para além de sinalizar ocorrências anómalas, permite também incentivar, com segurança, o aumento da atividade física e acompanhar o benefício obtido pelos Programas de Reabilitação Respiratória, na adoção de hábitos de vida saudável.»
«Este é mais um exemplo de sucesso da utilização das novas tecnologias ao serviço da Sociedade. Uma das grandes preocupações da Fundação Vodafone é a promoção e o desenvolvimento de soluções tecnológicas, que contribuam para melhorar a qualidade de vida da Comunidade, e que funcionem como “alavanca” para desenvolver novas soluções e áreas tão importantes como a da Saúde», refere o Dr. Mário Vaz, Presidente da Fundação Vodafone Portugal.
Realça-se que, em Portugal as doenças respiratórias são a terceira principal causa de morte e onde uma, em cada quatro mortes, tem como causa a patologia respiratória.
Para conhecer um pouco mais sobre as características físicas do sistema SmartReab e do seu funcionamento, convidamo-lo a visualizar o vídeo explicativo https://www.youtube.com/watch?v=4Vlc4zVQHHE
A noite de 14 de março terminou de forma diferente no Hospital de Santa Maria! A convite da Associação Nuvem Vitória - que nasceu em 2016, e centra a sua ação em contribuir para melhorar o sono das crianças, nomeadamente em contexto hospitalar e em outras instituições, nas quais sejam, temporariamente, privadas do seu ambiente familiar – e na qualidade de voluntário, o Presidente da República, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, que no âmbito das Comemorações do Dia Mundial do Sono, foi ler histórias aos pequenos utentes hospitalizados do CHLN.
Durante duas horas, o Presidente da República “contou histórias e encantou” os pequenos utentes, os seus familiares e os profissionais de serviço no Departamento da Pediatria do CHLN. Foi emocionante ver o brilho nos olhos e o entusiasmo dos pequenos utentes com a presença deste muito especial “contador de histórias”, que transformou, esta noite, num momento particularmente diferente e recheado de partilhas e afetos!
O Presidente da República, Prof. Doutor e a sua comitiva foram recebidos em ambiente alegre e informal, no Hospital de Santa Maria, pela Presidente e pelo Vice-Presidente da Associação Nuvem Vitória, Fernanda Freitas e Pedro Dias Marques designadamente; bem como pelo Presidente do Conselho de Administração do CHLN, Dr. Carlos das Neves Martins e pela Diretora do Departamento de Pediatria, Prof.ª Doutora Maria do Céu Machado.
O CHLN agradece reconhecidamente e em nome das crianças, este momento único em matéria de responsabilidade social, a todos os intervenientes neste processo, renovando os votos das maiores felicidades à jovem Associação Nuvem Victória.

No dia 14 de março, o Conselho de Administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN) esteve presente na apresentação oficial da Equipa de Prevenção da Violência no Adulto (EPVA), que decorreu no Auditório Cid dos Santos, no Hospital de Santa Maria.
A EPVA é uma equipa interdisciplinar que atua numa área de intervenção, entendida pelo órgão gestionário como prioritária, procurando obter uma visão globalizante das situações, guiando-se por palavras-chave como “facilitar”, “negociar” e “dinamizar” e igualmente pela vasta experiência técnica dos membros que a compõem que, aditada aos princípios orientadores de boas práticas, constituem a missão que os norteia. O Presidente do Conselho de Administração do CHLN, Dr. Carlos das Neves Martins encerrou a apresentação dando aos presentes algumas notas sobre a importância da inovação aplicada aos procedimentos e, igualmente, do incremento da eficiência na supramencionada área de responsabilidade. Terminou, desejando as maiores felicidades e votos de sucesso à intervenção da Equipa de Prevenção da Violência no Adulto do CHLN.


No dia 8 de março, o Conselho de Administração (CA) do Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN), conjuntamente com os seus assessores técnicos, e na sequência, na sequência do programa de visitas a serviços, definido pelo Presidente do CA, Dr. Carlos das Neves Martins, visitou o Hospital de Dia e o Serviço de Imunohemoterapia.
Nesta visita, o órgão gestionário pode avaliar in loco quer as condições de prestação de cuidados ao doente, quer as condições de trabalho dos profissionais e quer, igualmente, a capacidade tecnológica instalada, ouvindo as diferentes sensibilidades sobre os principais desafios do Serviço, ilustrando a política de proximidade aos profissionais que tem vindo a ser implementada, com vista a serem sempre encontradas soluções integradas e integradoras para as dificuldades detetadas.

No dia 6 de março, o Presidente do Conselho de Administração do CHLN, Dr. Carlos das Neves Martins, acompanhado pelas Direções Clínica e de Enfermagem, bem como pelos seus assessores, visitou o Serviço de Medicina Física e de Reabilitação (MFR), no Hospital de Santa Maria (HSM).
Esta visita incluiu igualmente uma reunião de trabalho onde, em conjunto com as respetivas chefias e dirigentes, foram discutidos os principais eixos estratégicos afetos à reprogramação funcional do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação, quer a curto, quer a médio prazo, do qual se realça a criação da respetiva unidade de internamento e a elaboração de uma estratégia de inovação da capacidade instalada. Nesta reunião foram igualmente definidas as linhas estratégicas de ação, relativamente ao investimento a ser feito em termos de recursos humanos, de equipamentos e de instalações, das duas unidades que compõem este serviço; o Hospital de Santa Maria e o Hospital Pulido Valente, unidade esta que receberá, muito em breve, uma visita técnica com a mesma finalidade. Após esta reunião, toda a comitiva dirigiu-se para o Átrio Principal do HSM, no piso 2, onde visitaram uma Exposição Comemorativa do Dia Mundial do Linfedema, organizada também pelo Serviço de MFR, com a participação e colaboração de Associações de Doentes, ilustrando o trabalho de proximidade que o CHLN tem vindo a fazer com estas entidades, tão importantes ao suporte do bem-estar do doente, durante e após a prestação de cuidados de saúde.


O Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN), Dr. Carlos das Neves Martins, recebeu no dia 24 de fevereiro, o Secretário Regional da Saúde do Governo Regional da Madeira, Dr. Pedro Ramos, naquela que foi a sua primeira visita oficial ao CHLN e mais concretamente, ao Campus de Santa Maria.
Durante esta visita, houve ainda a oportunidade para, e em conjunto com o PCA do CHLN, ser efetuado um balanço das parcerias em curso com o Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (SESARAM), bem como a avaliação e a planificação de potenciais áreas de futura cooperação CHLN/SESARAM, renovando-se assim, os contributos deste Centro Hospitalar Universitário para a coesão do Serviço Nacional de Saúde.
No dia 23 de fevereiro, o Conselho de Administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN) reuniu com a Comissão Nacional de Cuidados Paliativos (CN) e com a sua Coordenação Regional (CR), com o objetivo de efetuar, em conjunto, a análise detalhada do Plano Estratégico do CHLN, a ser desenvolvido no biénio 2017/2018, nesta importante área, que constitui, aliás, um dos eixos prioritários da instituição.
Foi uma reunião com resultados bastante positivos, em que o CHLN obteve a concordância desta entidade para a planificação existente, que integra a renovação do Hospital de Dia de Cuidados Paliativos, com a ampliação da sua área física, a criação de uma área de internamento até 20 camas, bem como de espaços adequados às famílias destes doentes. Foi igualmente apresentada pelo CHLN, uma previsão do reforço de Recursos Humanos na área, nas suas diversas carreiras, bem como a preparação de um plano de formação específico, direcionado para profissionais e realização de ações de formação, vocacionadas para os cuidadores informais.
No dia 22 de fevereiro, o Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN), Dr. Carlos das Neves Martins, acompanhado pelos Diretores do Serviços de Imunohemoterapia e de Otorrinolaringologia, Dr. Álvaro Beleza e Dr. Leonel Luís, respetivamente, deslocou-se a Santiago do Cacém, para reunir com o seu homólogo da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA), Dr. Paulo Jorge Espiga Alexandre e respetiva equipa de gestão, com a finalidade de efetuar um balanço da afiliação ULSLA/ CHLN, em vigor, nas seguintes especialidades: (i) Imunohemoterapia, (ii) Pneumologia, (iii) Otorrinolaringologia, (iv) Patologia Clínica e (v) Anatomia Patológica.
Nesta última ressalva-se que as relações de cooperação funcionam em sentido inverso, ou seja o CHLN recebe uma vez por semana, um médico especialista da ULSLA.
Durante esta reunião foi efetuado um balanço muito positivo da relação entre o CHLN e a ULSLA, que gerou, nesta última, uma nova oferta e uma maior acessibilidade, evitando nas especialidades supracitadas, transferências ou deslocações para a área de referenciação. Segundo o Presidente do CHLN «O balanço que estivemos a fazer foi extremamente positivo e hoje estivemos a falar do futuro, que vai passar por ampliarmos o acordo vigente na área da formação. Em breve, iremos ter duas reuniões, uma em Lisboa, e que servirão para definirmos os contornos dos termos de referência do novo Acordo, que depois iremos assinar aqui, num segundo momento, à semelhança do que feito com os outros Acordos Específicos. A ideia passará por fechar o Acordo ainda este trimestre, para que no início do segundo trimestre já estejamos prontos a operacionalizá-lo. Neste caso, falamos mais de carreiras do que especialidades, ou queremos disponibilizar a Sala de Educação Virtual e oferecer um visionamento com vários ângulos e zooms de detalhe de cirurgias no nosso Bloco Operatório. Podemos fazer essa retransmissão para Santiago do Cacém, sobretudo de doentes que tenham sido referenciados da ULSLA para o CHLN, para além de haver sempre a abertura para integrar nas nossas equipas, profissionais da ULSLA. Em termos práticos, esta oferta de tecnologia de ponta passará por abrirmos o sinal para o visionamento de determinadas cirurgias e fazermos, por essa via, formação. Temos ainda depois, também na área da formação, a abertura para analisar, conjuntamente com o nosso Centro de Formação, as oportunidades de colaboração, no Hospital Santa Maria e no Hospital Pulido Valente, de ações e planos de formação para os profissionais da ULSLA das várias carreiras: Médica, Enfermagem, TDT’s e de outras profissões de saúde em que temos capacidade para apoiar, em termos formativos. Esta situação não representa um esforço adicional para o CHLN, pois temos estabelecidos os nossos programas de formação e já o temos feito com outras instituições do País, e inclusivamente, com Países de Língua Oficial Portuguesa. E por último estivemos igualmente a analisar a melhor forma de articulação, no que respeita a alcançar uma maior diversidade de oferta da ULSLA, a novos profissionais ou seja, através do CHLN os profissionais poderem ter acesso ao Programa Doutoral do Centro Académico de Medicina de Lisboa e, também em paridade circunstancial com qualquer profissional do CHLN, terem a oportunidade de participação em ensaios clínicos, publicando os respetivos papers e ampliando o seu conhecimento científico. Queremos abrir estas oportunidades não só aos profissionais médicos, mas também a outras carreiras como Enfermeiros e Farmacêuticos, que devem integrar os ensaios clínicos e os estudos científicos, possibilitando a sua participação ativa e possibilitando a sua diferenciação ou ainda, e em função do plano de investimentos da ULSLA, possibilitando o contacto com equipamentos e tecnologias de ponta. Toda esta matéria irá integrar o novo Acordo Específico que vamos firmar muito em breve.», explicou o Dr. Carlos das Neves Martins.
A atual relação de cooperação com a ULSLA é garantida com profissionais médicos do CHLN – desde Internos até Chefes de Serviço – que se deslocam até Santiago do Cacém, garantindo consultas e cirurgias, por forma a contribuir para o acréscimo de acessibilidade, diminuindo listas de espera e otimizando instalações e equipamentos com claros benefícios para a população abrangente. Um processo que, adianta o Dr. Carlos Neves Martins «tem sido tranquilo, ou seja nunca fizemos dele grande publicitação, nem grande referência externa, limitando-nos à sua divulgação interna em reuniões com os profissionais. É um processo no qual fomos pioneiros e que nos orgulhamos. Iniciámos em 2014 e, passado 3 anos, provámos à evidência que é um modelo viável e inclusivamente, existem já outras instituições que estão a seguir este modelo, e ficamos muito felizes com isso. Ou seja, um modelo que muitos inicialmente tinham como impossível, isto é de as grandes instituições saírem para fora dos seus “muros” em direção ao cidadão e aumentando a sua proximidade, está agora provado que é possível e inclusivamente, com a satisfação dos profissionais que o fazem, e nalguns casos até com a “migração” positiva desses profissionais para as zonas mais carenciadas. É, efetivamente o que nos dá a satisfação maior no “fim da história”.»
O Protocolo de Cooperação entre a ULSLA e CHLN foi assinado a 11 de junho de 2015. Inicialmente, fez-se a sua consolidação nas especialidades de Imunohemoterapia e depois com na Pneumologia, na Otorrinolaringologia, na Patologia Clínica e na Anatomia Patológica. E agora encerra-se este ciclo de cooperação com a formalização de mais um Acordo Específico na área da Formação.
O Presidente da ULSLA, Dr. Paulo Espiga, explicou um pouco sobre os principais benefícios sentidos com o estabelecimento desta profícua relação com o CHLN, abordando o contexto da instituição a que preside, «Somos Litoral Alentejano, mas não deixamos de estar no interior do País. Este é um Hospital relativamente recente, inaugurou-se em 2004 e veio substituir uma pequena unidade concelhia. E durante todos estes anos, foi com muita dificuldade que se conseguiu atrair profissionais para cá, em todas as áreas. Na área da Cirurgia, da Medicina e da Ortopedia foi sendo possível a constituição de equipas e Serviços, obviamente sem as dimensões desejadas e necessárias. Mas, em outras áreas, fomos colmatando as dificuldades através da contratação de um ou dois profissionais de cada área, em regime de prestação de serviço, e essa realidade levou a que, este Hospital, em muitos momentos, não conseguisse dar a resposta necessária à sua população. Muitos dos nossos residentes tinham que efetuar deslocações, seguindo a rede de referenciação imposta, com grande dificuldade e muitas vezes, sem ter à sua disposição, uma rede de transportes adequada. Nesse sentido, é importante dizer que esta afiliação em concreto veio permitir colmatar esta falha, porque tal como foi já dito, um jovem médico tem expectativas de não ver a sua carreira estagnar, e de continuar a investigar e a atualizar-se naquilo que é o “Estado da Arte” da sua Especialidade. Vir exercer para Santiago do Cacém, seja para outras localidades do interior, para um Serviço em que o mesmo é representado por ele próprio e outro colega, não é propriamente a situação mais atrativa, independentemente dos benefícios financeiros que existam. Portanto esta relação com o CHLN resolve-nos um pouco esses dois problemas ou seja, traz-nos aquilo que está mais atual em termos de prática clínica e dá-nos contacto direto com um centro diferenciado, poupando-nos a demoras administrativas muito significativas. Agora», explica com nítida satisfação, «temos linhas de referenciação muito mais objetivas, em que os doentes têm acesso a cuidados de saúde de forma muito mais rápida, ganhámos mais profissionais, alguns inclusivamente entusiasmados a criar o Serviço, a criar uma estrutura, mas contudo sem perder a ligação a um centro diferenciado e sem sentirem o isolamento da falta de contacto com colegas. São em todos estes aspetos,» sustentou o Dr. Paulo Espiga «que definem a extrema importância desta afiliação. E também muito importante para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), porque estamos a reforçar a rede que, e ao contrário do que as pessoas muitas vezes pensam, têm níveis diferentes. Nós [ULSLA] nunca podemos, nem devemos ter aqui diferenciações que não se justificam, tendo em conta aquilo que é a nossa dimensão. Por isso ter uma rede, perfeitamente estruturada não na burocracia, mas sim nas necessidades, é essencial para os nossos doentes e para o SNS.»
Esta relação de cooperação permitiu à ULSLA reiniciar as cirurgias na Especialidade de Otorrinolaringologia, que já não eram realizadas há dois anos, e disponibilizar consultas necessárias aos doentes. Deu igualmente a possibilidade de realizar exames diferenciados, e de fazer diagnósticos mais complexos aos doentes da ULSLA com devido acompanhamento dos casos, proporcionando significativos ganhos em saúde.
Sobre o futuro, o Presidente da ULSLA afirmou que «Queremos diferenciar este Hospital, mas naquilo que está previsto na rede, ou seja um Hospital de primeira linha e queremos também manter a estreita articulação com hospitais referenciados e, na qual, esta relação presencial com o CHLN é essencial. Temos a expectativa que, até final de 2017, sobretudo na área de ORL, a situação das listas de espera esteja regularizada. Evoluindo este Protocolo de Cooperação para a área da Formação, a nossa expectativa é dar aos nossos profissionais o que não temos capacidade para oferecer, ou seja o acesso a formação mais diferenciada, muitas vezes sem implicar deslocação ou seja via e-learning, utilizando as ferramentas atualmente disponíveis.»
O CHLN foi, em 2014, pioneiro na utilização do modelo da afiliação, utilizado, primeiramente, com o Centro Hospitalar do Oeste, nas Caldas da Rainha, com quem formalizou laços de cooperação que perduram com sucesso até hoje. Posteriormente ampliou, a unidades hospitalares das Regiões Autónomas, do Algarve, do Alentejo e da Península de Setúbal. Mais um contributo pioneiro e positivo do CHLN ao Serviço Nacional de Saúde, atualmente já seguido por outras instituições de ampla capacidade de resposta e diferenciação.

No dia 17 de fevereiro, o Conselho de Administração do CHLN, na sequência do programa de visitas a serviços, definido pelo Presidente incluídos no seu plano estratégico de inovação e de investimento para o biénio 2017/2018, visitou o Serviço de Neurocirurgia.
Na visita em que o Conselho de Administração esteve acompanhado por diversas chefias, das quais se salienta o Diretor do Departamento de Neurociências e Saúde Mental, Prof. Doutor José Ferro, e o Diretor do Serviço de Neurocirurgia, Dr. José Miguens, que fez uma breve apresentação inicial a toda a comitiva, sobre os principais dados do Serviço de Neurocirurgia, em termos da produção e atividade, bem como de algumas contingências do serviço. De realçar que a Neurocirurgia tem, nos últimos anos, aumentado a sua atividade cirúrgica, através do aumento da cirurgia ambulatória, estendida também ao Hospital Pulido Valente, e também pelas cirurgias realizadas, no Serviço de Urgência Central do Hospital de Santa Maria. Outro dado positivo a evidenciar é que esta Especialidade apresenta, em termos de internamento, uma demora média baixa, comparativamente à media global do CHLN e aos Serviços homólogos de outras instituições hospitalares, embora seja uma especialidade que pode ter sempre casos de internamentos prolongados. Em termos de consultas, os números estão estabilizados, embora seja de realçar o aumento de consultas por médico, o que ilustra o esforço dos recursos humanos para dotar o serviço de capacidade de resposta adequada às necessidades vigentes. Foram também abordadas algumas necessidades do Serviço, nomeadamente no que diz respeito à ampliação do número de camas e à necessidade de modulação da capacidade global de resposta clínica, sobretudo em termos de oferta de primeiras consultas, considerando um aumento substancial da procura da Neurocirurgia, após a decisão de haver livre circulação de utentes, o que pode, com a dotação dos meios adequados, ser «encarado positivamente, como um aumento de procura dos nossos serviços e até pode ser uma oportunidade de expansão da nossa atividade», concluiu o Dr. José Miguens na sua apresentação ao Presidente e restante delegação.
O Presidente do Conselho de Administração do CHLN, Dr. Carlos das Neves Martins, teceu algumas considerações e começou por felicitar os profissionais do Serviço de Neurocirurgia pelo crescimento e resultados que têm sido apresentados, após o que refletiu com os presentes sobre a necessidade de ser utilizada uma forma de modulação estratégica, com vista a incrementar os seus resultados e aproveitar-se o seu enorme potencial de crescimento. Um caminho que, salientou o Dr. Carlos das Neves Martins «terá de ser de trabalho permanente, de haver alguma resiliência, mas também alguma serenidade, porque quando temos potencial de crescimento e temos estratégia, é só mesmo uma questão de tempo, tempo esse que deverá, dentro da medida do possível, ser encurtado, por forma a garantir o sucesso da missão e do rumo em curso.»
Seguidamente, teve lugar uma detalhada visita pelos diferentes espaços físicos que compõem este Serviço, onde o órgão gestionário, acompanhado pelos seus assessores técnicos e pelos dirigentes e chefias, pode ainda ouvir as várias opiniões de profissionais e as diferentes sensibilidades sobre quais são principais as necessidades estratégicas da Neurocirurgia, visando adequar a sua capacidade instalada de resposta à crescente procura e, simultaneamente, a sua diferenciação e o seu reposicionamento estratégico do SNS.
