quinta-feira, 07 dezembro 2017 13:03

Hospital de Santa Maria está de parabéns

Comemora-se o 63º aniversário do Hospital de Santa Maria, no dia 8 de Dezembro. Nesta data que simbolicamente assinala o nascimento de uma instituição que é uma referência na saúde nacional, nunca é demais parabenizar e realçar o importante papel de todos os seus profissionais, que já contribuíram e contribuem diariamente para o crescimento e desenvolvimento desta grande Instituição.

A todos vós, Parabéns!

quinta-feira, 07 dezembro 2017 12:33

Terceira idade: como tratar os idosos?

A pergunta é simples mas as respostas são elaboradas. No próximo dia 15 de Dezembro, um ciclo de conferências, organizado pelo Serviço de Dietética e Nutrição do CHLN, vai debater o tema

Consulte o programa em anexo

quinta-feira, 07 dezembro 2017 11:46

Abriram-lhe o peito e deram-lhe anos de vida

O coração de João Alves foi o primeiro em Portugal a ser sujeito a uma cirurgia cárdio-torácica que no limite o poderá ter salvado. Terão sido os 65 minutos mais importantes da sua vida.

Na existência de João Carlos Alves, de 52 anos, há um antes e um depois de 10 de Agosto de 2017, o dia em que o Professor Doutor Ângelo Nobre, director do serviço de Cirurgia Cárdio-Torácica do Centro Hospitalar Lisboa Norte, entrou no bloco operatório para lhe abrir o peito e reparar o coração que começava silenciosamente a dar sinais de fragilidade.
Foram 65 minutos de total concentração, até porque naquela sala não se estava somente a realizar uma cirurgia de substituição da válvula aórtica – estava a fazer-se história, uma vez que a técnica utilizada era inédita em Portugal: João era, apenas, o sexto doente mundial a quem era implementada a “Inspiris”, uma válvula biológica que promete mais tempo e mais qualidade de vida aos doentes com estenose vascular aórtica.
“Fomos o quarto centro do mundo a implementar esta técnica”, afirma o Professor Doutor Ângelo Nobre, com 58 anos, a maioria dos quais dedicados a uma carreira de sucesso que começou em Lisboa, mas também passou pelo RoyalLiverpool Children’s Hospital, em Inglaterra, onde viveu entre 1989 e 1991.
A cirurgia correu tão bem que quatro dias depois João Alves já tinha regressado a Vila Nova de Santo André, em Santiago do Cacém, onde tudo começou de modo surpreendente: tal como fazia regularmente, o militar da Guarda Nacional Republicana (GNR) consultou o seu médico de família no sentido de fazer exames rotineiros. “Ao auscultar-me, disse-me que sentia alguma coisa estranha na minha respiração e mandou-me fazer um electrocardiograma”, diz. Inicialmente não valorizou excessivamente a preocupação do médico. Afinal, não sentia dores nem sequer dificuldade em respirar – o que quer que tivesse (se realmente tivesse alguma coisa) estaria bem escondido.
Mas os resultados deixaram-no em estado de alerta. Sofria de estenose vascular aórtica, que é um nome complicado para designar algo que na verdade é bastante simples: acontece quando a válvula aórtica fica progressivamente mais rígida, o que dificulta a sua abertura plena, e portanto cria um obstáculo à saída do sangue do coração para o corpo. O ventrículo esquerdo adapta-se numa primeira fase, tentando vencer esse obstáculo e, à semelhança do que acontece com os músculos dos braços de um atleta que levanta pesos, a massa muscular do ventrículo aumenta (hipertrofia) de forma a proporcionar uma contração tão forte que consiga vencer a barreira que a estenose aórtica impõe. Em fases mais avançadas, o ventrículo já não consegue vencer esse obstáculo e enfraquece, dilatando e perdendo a força de contração. Segundo Ângelo Nobre trata-se de “um problema grave que, no limite, pode provocar morte súbita”. Razão pela qual, assim que analisou o doente, lhe recomendou a aplicação da “Inspiris”. “O paciente era uma pessoa jovem e activa; precisava de uma solução que fosse durável e que lhe permitisse continuar a trabalhar”, sublinha o médico. A alternativa à opção escolhida era a aplicação de uma prótese tradicional, que é eficaz, mas que obriga o doente a uma dieta muito rígida e à toma quase milimétrica de anti-coagulantes.
João aceitou de imediato a proposta do clínico e hoje, passados 4 meses, não está nada arrependido. “Sinto-me bem e confiante. É um alívio muito grande pensar que está tudo funcional com o meu coração.”

Natural de Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco, o militar da GNR cresceu no seio de uma família com grandes dificuldades. Quando saiu da tropa, que fez em Santa Margarida, tinha duas possibilidades: “Ou ia trabalhar para as obras ou me inscrevia para entrar na GNR.”
Tinha apenas o 9º ano de escolaridade. O dia em que o informaram de que entrara na GNR é uma boa recordação – quase tão boa como a do nascimento dos seus dois filhos, Nadine Alexandra, hoje com 26 anos, e Ricardo Alexandre, o mais novo, que tem 20 anos.
A filha decidiu seguir-lhe as pisadas. É agente da Polícia de Segurança Pública e tem toda uma carreira à sua frente. “Fico feliz por ela, uma vez que eu estou quase a terminar”, afirma João Carlos Alves que espera entrar na reserva daqui a 3 anos com um coração suficientemente forte. Um coração renovado que aguente também as caminhadas que quer fazer de braço dado com Maria José, a mulher que escolheu para viver.

terça-feira, 17 outubro 2017 13:49

Grupo de Avaliação de Doações

Informação Geral

 

Administrador Hospitalar

Dra. Mónica Lopes dos Reis

 

Contactos

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sexta-feira, 25 agosto 2017 13:06

Eficiência Energética

 

Ficha de Projeto | POSEUR | Operação nº 000017 | Eficiência Energética

 

Designação do Projeto | Eficiência Energética nos edifícios da Administração Pública Central

Designação da Candidatura | Eficiência Energética no Hospital de Santa Maria em Lisboa

Código do Projeto | POSEUR-01-1203-FC-000017

Objetivo principal | Apoiar a transição para uma economia de baixo teor de carbono em todos os setores

Região de intervenção | Lisboa

Entidade beneficiária | CENTRO HOSPITALAR LISBOA NORTE EPE

Data de aprovação | 2017-05-22

Data de início | 2016-06-01

Data de conclusão | 2020-03-31

Custo total elegível | 15.693.253,16 €

Apoio financeiro da União Europeia | 14.908.590,50 €

 

Descrição da Candidatura

O Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN), apresentou uma candidatura a fundos comunitários, no valor de 15 milhões de euros ao PO SEUR, para eficiência energética das suas infraestruturas no Hospital de Santa Maria. 

Atualmente o Hospital de Santa Maria que tem uma área útil do edifício de 125.504 m2, atende, anualmente, cerca de 1.200.000 utentes, possui mais de 6.000 colaboradores, gastou, no ano de 2016, 23 GWh em energia elétrica e 1,8GWh em gás natural perfazendo, aproximadamente, 25 GWh. Estes valores, em termos anuais, traduzem-se em 3 milhões de euros em gastos com energia.

O projeto de candidatura na área de eficiência energética contempla 2 vertentes distintas, uma que está relacionada com a substituição e/ou reconversão de equipamentos, por outros equipamentos novos, mais eficientes, e outra vertente, mais ecológica, e que está relacionada com a produção de energia elétrica para autoconsumo e a produção de AQS, com recurso a painéis solares térmicos. Os painéis solares fotovoltaicos serão instalados em 6.300 m2, com uma capacidade de 1020 kWp, estimando-se uma produção, exclusiva para autoconsumo de 1.549.572 kWh/ano.

Esta candidatura integra um conjunto de outras medidas, previstas por este Conselho de Administração, com vista a melhorar a eficiência gestionária e que integra também o projeto de uma reprogramação física e organizacional do Hospital de Santa Maria, que implicará algumas obras e remodelações, algumas já em curso, com o objetivo de otimizar os recursos e os espaços disponíveis para melhor servir o cidadão, que opta por nos confiar a sua vida e a sua qualidade de vida, em termos de prestação de cuidados de saúde de excelência.

 

Objetivos

Poupança de energia com aplicação das médias constantes no certificado energético que garantam a subida dos dois níveis, com a aplicação de medidas eficientes de melhoria. Por outro lado, as medidas, devem ser financeiramente racionais, apresentando um VAL positivo ao longo do período expresso na candidatura.

A operação descrita nesta candidatura é bastante simples. De acordo com as premissas base de elegibilidade do SEUR foi desenvolvida uma lista de medidas de eficiência energética, que atingem os maiores drivers de consumo energético do Hospital, que i) sobem o nível do certificado energético do Hospital em dois níveis e ii) garantem um racional económico positivo nas condições definidas pelo POSEUR.

 

Principais Actividades

Esta candidatura prevê, grosso modo, as seguintes medidas de eficiência:

  1. Instalação de um sistema centralizado de produção de fluido térmico AVAC;
  2. Instalação de coletores solares térmicos para pré-aquecimento de AQS;
  3. Instalação de um sistema de módulos fotovoltaicos para autoconsumo;
  4. Substituição de caixilhos.

Todas estas medidas serão complementadas com a instalação de um sistema de Gestão Técnica Centralizada, para efetuar o controlo e a monitorização de todo o edifício hospitalar.

Está ainda prevista a instalação de 5 chillers para produção de água quente e fria, 2 chillers ar-ar para picos de consumo e 3 chillers ar-água (com aproveitamento da rejeição de calor da condensação) para funcionamento contínuo. Estes equipamentos produzirão água quente e fria para unidades de tratamento de ar e ventiloconvectores instalados nos serviços. Serão igualmente substituídos os 60 termoacumuladores elétricos existentes, por um sistema de coletores solares térmicos, apoiado por 3 caldeiras que funcionam a gás natural e que produzirão águas quentes sanitárias para a totalidade do edifício.

Fisicamente, implicará algumas alterações à infraestrutura, contudo sem grande impacto visual, com exceção dos vãos envidraçados que serão substituídos. Será criada, no recinto hospitalar, uma Central, onde serão instalados todos os equipamentos de produção de água quente e fria para climatização e igualmente, para produção de águas quentes sanitárias. Será igualmente criada uma rede de distribuição de fluidos térmicos, no piso 02, do edifício principal, e serão também criados os ductos verticais para abastecimento dos serviços, reutilizando os poços dos monta-cargas e dos monta-alimentos que se encontram, atualmente, fora de serviço.

 

Resultados Esperados / Atingidos

Esta candidatura representará uma poupança anual, em termos energéticos, de cerca de 1 milhão de euros. 

 

 

Equipamento de tecnologia avançada para a área de oncologia

 

Designação da Operação | Equipamento de tecnologia avançada para a área de oncologia

Código do Projeto | LISBOA-06-4842-FEDER-000045

Objetivo principal | Promover a integração social e combater a pobreza e qualquer discriminação

Região de intervenção | Lisboa

Entidade beneficiária | CENTRO HOSPITALAR UNIVERSITÁRIO LISBOA NORTE EPE

Data de aprovação | 2019-03-11

Data de início | 2018-10-10

Data de conclusão | 2020-06-30

Custo total elegível | 7.125.538,65 €

Apoio financeiro da União Europeia | 3.562.769,32 €

 

Descrição da Candidatura

A presente operação implementada pelo Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, E.P.E. (adiante designado CHULN) consistiu na aquisição de equipamento de tecnologia avançada para modernização tecnológica de terapêutica altamente especializada, visando atenuar as fragilidades prioritárias do CHULN, nomeadamente nas áreas da oncologia e radioterapia com o objetivo de melhorar a qualidade e especialização de tratamento. Esta operação enquadra-se na Prioridade de Investimento 9.7 (9a) – Investimento na saúde e nas infraestruturas sociais que contribuam para o desenvolvimento nacional, regional e local, para a redução das desigualdades de saúde, para a promoção da inclusão social através de melhor acesso aos serviços sociais, culturais e de recreio, assim como para a transição dos serviços institucionais para os serviços de base comunitária.

A aquisição dos referidos equipamentos permitiu ao CHULN apostar na manutenção e promoção da qualidade e diferenciação dos cuidados prestados através da modernização tecnológica de terapêutica em áreas prioritárias de elevada complexidade, permitindo, deste modo, reduzir as atuais assimetrias de eficiência do CHULN ao nível dos equipamentos, contribuindo para a sustentabilidade e criação de valor da sua atividade.

Objetivos

A presente operação tem como principais objetivos estratégicos:

  • Consolidar o posicionamento de destaque do CHULN como instituição de referência a nível nacional, na prestação de cuidados de saúde, sintonizada com o que é a realidade médica, o desenvolvimento científico e tecnológico, a inovação e a prática médica;
  • Potenciar o aumento da capacidade de resposta do CHULN na realização de tratamentos de elevada complexidade, bem como a aplicação de procedimentos inovadores, nomeadamente em doenças oncológicas;
  • Potenciar a melhoria dos níveis de eficiência do CHULN;
  • Proporcionar um crescimento e desenvolvimento sustentado do CHULN, assente na visão de que o CHULN é uma instituição exemplar na prestação de cuidados de saúde, centrada na mudança e diferenciação.

Esta operação tem assim como objetivo central melhorar a qualidade dos cuidados de saúde e aumentar a capacidade de resposta em número, assim como garantir o cumprimento do tempo máximo de espera através da implementação de equipamentos de tecnologia avançada que permitirão dotar o CHULN de modernização tecnológica de terapêutica altamente especializada, na área de oncologia/radioterapia. A operação está em consonância com o programa do atual Governo (XXI Governo Constitucional) que assumiu uma clara aposta em melhorar a qualidade dos cuidados de saúde, nomeadamente através da aposta em medidas de promoção da saúde e do combate à doença e aposta na garantia de segurança do doente (Pág. 100 e 101 do Programa do XXI Governo Constitucional).

Refira-se ainda que os objetivos estratégicos traçados para o CHULN encontram-se perfeitamente alinhados e certamente contribuirão muito positivamente para o alcance do objetivo específico “9.7.3 Ações que visem melhorar a qualidade de diagnóstico e tratamento das unidades hospitalares” incluídas no âmbito do Eixo Prioritário 6 “Promover a inclusão social e combater a pobreza e a discriminação” para a Região de Lisboa, na medida em que o seu alcance contribuirá positivamente para garantir a sustentabilidade financeira do CHULN, aumentando os níveis de prestação dos cuidados de saúde, através da ampliação da capacidade de resposta, de uma intervenção mais precoce na doença, proporcionando à população da Região de Lisboa, nomeadamente da área de referência do CHULN, o direito à proteção da saúde, contribuindo deste modo para reduzir as desigualdades na saúde e o desenvolvimento territorial e social da Região de Lisboa.

De forma resumida, podemos afirmar que o objetivo geral da presente operação visa a excelência clínica endógena com impacto positivo na qualidade assistencial e no outcome clínico dos doentes.

Neste contexto, importa ainda referir que a presente operação, apresenta também um conjunto de benefícios indiretos económicos e sociais, que terão impacto na redução de custos ao nível da prestação de cuidados de saúde, dos quais se destacam: redução de custos com pedidos de tratamentos ao exterior, menos queixas dos doentes; menor morbilidade hospitalar e menor mortalidade.

 

Principais Actividades

Para o alcance dos objetivos traçados, o CHULN realizou um conjunto de equipamentos de tecnologia avançada, constituindo diversas ações que foram operacionalizadas da seguinte forma:

Ação 1 - Área da Radioterapia/Oncologia

  • Aquisição de 2 Aceleradores Lineares e 2 bunkers

Ação 2 - Área da Imagiologia/Radioterapia

  • Aquisição de 1 Equipamento de Tomografia Axial Computorizada com pelo menos 16 cortes destinada a planeamento de radioterapia
  • Aquisição de 1 Sistema Ótico de Imagem Guiada para integração com o equipamento de tomografia axial computorizada de simulação, para aquisição de imagens tomográficas com coordenação respiratória.

Ação 3 - Área da Urologia

  • Aquisição de Ureterocistoscópios para a realização de cistoscopias na especialidade de Urologia

Ação 4 - Área da Imagiologia/Ecografia

  • Aquisição de 2 Ecógrafos para a realização de procedimentos ecoguiados e para a realização de exames abdominais, fundamentais no rastreio e diagnóstico precoce do cancro.

Ação 5 - Área da Gastrenterologia

  • Aquisição de Insufladores de CO2 e Bombas de Irrigação para a especialidade de Gastrenterologia e que permitirão a execução de técnicas de endoscopia com maior segurança e cumprindo as “guidelines” da especialidade de gastroenterologia na identificação e tratamento de lesões malignas.

 

Resultados esperados / atingidos

Os equipamentos adquiridos no âmbito da presente candidatura contribuem decisivamente para o objetivo específico de “aumentar a capacidade de resposta da rede de serviços hospitalares aos novos desafios epidemiológicos e demográficos”, designadamente para a redução dos tempos médios de espera para acesso a cuidados de saúde hospitalares de prioridade de nível II.

Em termos de desafios epidemiológicos e demográficos, refira-se que existem um conjunto de fatores, como sejam o envelhecimento da população, as alterações do estilo de vida, que impulsionam a intervenção dirigida para um conjunto de doenças de elevada prevalência, designadamente as doenças oncológicas.

Os equipamentos apresentados nesta candidatura visam responder às necessidades de saúde com especial incidência na especialidade oncológica, contribuindo para o aumento da capacidade instalada e redução dos tempos médios de espera para a realização de meios complementares de terapêutica, mais especificamente os tratamentos de radioterapia, à população da referência do CHULN, para a radioterapia.

De acordo com a Portaria n.º 153/2017 de 4 de maio, que define os Tempos Máximos de Resposta Garantidos (TMRG) no Serviço Nacional de Saúde para todo o tipo de prestações de saúde sem caráter de urgência, os tratamentos de radioterapia têm um TMRG definido de 15 dias seguidos contados desde a indicação clínica. Adicionalmente está definido para a realização de meios complementares de diagnóstico e terapêutica (MCDT) integrados e em programas de seguimento um tempo para realização dentro do TMRG definido para a realização do plano de cuidados programados em que se insere a necessidade de realização do MCDT. Com os equipamentos incluídos nesta candidatura o CHULN irá cumprir com o TMRG definido.

Neste contexto, os equipamentos incluídos nesta candidatura, irão contribuir para o cumprimento dos tempos máximos de espera no CHULN e na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Para além dos resultados em termos de aumento da eficiência e da capacidade, que permitirão aumentar de forma significativa o número de doentes atendidos e o acesso da população, identificam-se outros benefícios e resultados, de que se destacam:

  • Aumento da fiabilidade, segurança e conformidade dos parâmetros e processos nos tratamentos do doente.
  • Melhoria da rentabilização da capacidade instalada pela melhoria da eficiência dos equipamentos.
  • Redução de custos da área clínica e financeira por redução ou eliminação da transferência de doentes para unidades privadas.
  • Aumento da qualidade e acuidade dos exames de planeamento de radioterapia realizados.

 

sexta-feira, 25 agosto 2017 13:03

Processo Clínico Eletrónico

 

Ficha de Projeto | SAMA2020 | Operação nº 12276 | Processo Clínico Eletrónico

 

Designação do Projeto | PCE - Processo Clínico Eletrónico

Código do Projeto | POCI-02-0550-FEDER-012276

Objetivo principal | Melhorar o acesso às tecnologias da informação e da comunicação, bem como a sua utilização e qualidade

Região de intervenção | Lisboa

Entidade beneficiária | CENTRO HOSPITALAR LISBOA NORTE EPE

Data de aprovação | 2016-01-18

Data de início | 2015-06-01

Data de conclusão | 2017-12-31

Custo total elegível | 2.999.656,74€

Apoio financeiro da União Europeia | 1.708.304,51€

 

Objetivos

A operação concorre para a prossecução dos seguintes objetivos e prioridades: Reduzir os custos de contexto através do reforço da disponibilidade e fomento da utilização de serviços em rede da Administração Pública e melhorar a sua eficiência.

Principais atividades

Prestação de cuidados médicos em mobilidade (M-Health) - implementação do Processo Clínico Eletrónico em todos os serviços do CHLN

Laboratórios Clínicos Desmaterializados – revisão dos processos e fluxos de informação, permitindo otimizar os recursos e reduzir os seus custos. Com esta iniciativa pretende-se integrar todos os processos, equipamentos e aplicações para que se comportem como um sistema único, integrado e digital.

Informatização dos blocos operatórios - informatização dos 10 Blocos Operatórios (Queimados UCI, Queimados/Cirurgia Plástica, Otorrinolaringologia, Obstetrícia, Angiologia/Cirurgia Vascular, Oftalmologia, Ginecologia, Broncologia, Urologia e Recobro Central) através da implementação de uma solução informática, permitindo, desta forma, que os registos referentes à anestesia seja efetuado informaticamente

Segurança da Informação - O CHLN pretende promover uma abordagem faseada, que assegure o funcionamento e operacionalidade do processo clínico eletrónico, em alinhamento com o definido no plano sectorial GPTIC para a saúde:

• Auditoria e avaliação da segurança da informação nos sistemas já implementados, com recurso à validação dos controlos contemplados nas boas práticas

• Consultoria e elaboração das políticas e procedimentos a implementar e definição dos controlos relevantes para o CHLN

• Implementação de um conjunto de medidas de segurança - Disaster Recovery, Business Continuity Plan e a Política de Backups, para salvaguarda da informação mais crítica

 

Resultados esperados / atingidos

À data de 30 de junho de 2017, o projeto apresenta uma taxa de execução de cerca de 65%, encontram-se concluídos os seguintes projetos:

- Implementação do processo clínico eletrónico em 43 serviços

- Renovação da de equipamentos – PCs para equipas médicas, rede wireless, bastidores, switchs, entre outros

- Implementação das medidas de segurança relativas à capacidade de armazenamento de informação e política de backups

 

Resultados esperados com a candidatura

Trata-se de um investimento de 3 milhões que vai render ao Estado 12 milhões. No quadro seguinte sistematizam-se os valores previstos de poupanças anuais:

 

Potencial ganho nos atos de registo clínicos e prescrições

Atualmente os profissionais de saúde do CHLN despendem vários minutos no registo de atos clínicos no sistema informático que poderá ser minimizado. Com o Desktop Médico Mobile os atos clínicos ou registo de prescrições passam a ser realizados via aplicação, minimizando o tempo despendido a registar em papel e posteriormente no sistema. 


Pressupostos:
  • Ganho de 1 minuto por utilização do Desktop Médico Mobile na Nova Prescrição;
  • Ganho de 30 segundos por utilização do Desktop Médico Mobile na Consulta Externa;
  • Ganho de 5 minutos por utilização do device movél (tablet) na realização da consulta à cabeceira do doente;
  • Custo Médio Anual Bruto/Pessoal médico por ETC: 36.799,40€; Custo Médio Hora Anual/Pessoal médico por ETC: 17,69€/hora;
  • Todos os atos acima descritos são relativos aos registos efetuados pelos médicos.

 

Potencial ganho por redução de reinternamentos

Estima-se que haverá uma redução do número de reinternamentos devido a um melhor diagnóstico e tratamento dos utentes por utilização do Desktop Médico Mobile (sistema integrado de informação clínica). Consequentemente, o centro hospitalar irá incorrer em menos custos com o internamento dos utentes. O potencial ganho para o CHLN será de, aproximadamente, 672 mil euros.

 

Potencial ganho por desmaterialização dos blocos operatórios

 

Pressupostos:
  • Ganho de 30 Minutos por cada cirurgia, pela integração dos dados entre os vários sistemas nas diversas fases do processo (consulta de anestesia e bloco);
  • Custo Médio Anual Bruto/Pessoal médico por ETC: 36.799,40€; Custo Médio Hora Anual/Pessoal médico por ETC: 17,69€/hora;
  • Assumimos que os atos de registo no bloco operatório são efetuados pelos médicos.

 

Potencial ganho pela redução da taxa de absentismo dos utentes

Com a presente iniciativa, nomeadamente com a implementação de uma otimização dos processos de gestão integrada do utente, estima-se uma redução substancial da taxa de absentismo a atos clínicos marcados (consultas). O potencial de redução do número de interações presenciais com os Cidadãos em resultado da presente iniciativa estima-se que seja de 7%. Esta redução representa uma diminuição de cerca de 47.283 consultas/ano, equivalente à seguinte poupança anual:

 

Condicionantes no cálculo do valor do potencial ganho:
  • Segundo o Contrato-Programa da ACSS para 2013, os contratos programa dos hospitais não podem dar origem a proveitos superiores ao valor estabelecido no contrato como contrapartida da produção contratada. Ou seja, a remuneração da atividade contratada é limitada ao valor máximo estabelecido em sede de contrato-programa – princípio de orçamento-global. 
  • Neste sentido, assume-se como pressuposto que o valor contratualizado não é alcançado e, como tal, existe uma perda financeira do CHLN pela não comparência dos utentes às consultas externas. Esta perda traduzir-se-á num potencial ganho pela otimização dos processos de gestão integrada do utente.

 

Potencial ganho por desmaterialização do processo clínico

 

Pressupostos:
  • Ganho de 18 horas por utilização do Desktop Médico Mobile dado que todo o processo clínico está desmaterializado e acessível em tempo real por qualquer médico;
  • Considerando que existem 15 recursos humanos afetos a atividade arquivística;
  • Considerando que apenas 1 recursos fica afeto à pesquisa de cada processo clínico;
  • Embora o tempo de entrega do processo ao administrativo demore em média 18 horas, o tempo médio de pesquisa do processo no arquivo corresponde a 45 minutos (tempo equivalente à pesquisa e entrega dos processos urgentes);
  • Custo médio hora/pessoal administrativo (arquivo): 4,80€.

 

Ponto de Situação do Desenvolvimento das Iniciativas

 

O desenvolvimento das iniciativas está a decorrer como previsto, apresentando o CHLN, à data de 31 de Janeiro, uma taxa de execução de cerca de 70%.

O ritmo de implementação não foi tão célere como inicialmente previsto, devido a constrangimentos nos processos aquisitivos e disponibilidade de recursos internos, tendo sido apresentado um pedido de prorrogação do prazo de conclusão do projeto para 31 de Dezembro de 2017 (a data inicialmente prevista era 31 de Maio de 2017).

O facto de alguns dos Serviços necessitar de obras e remodelações contribuiu igualmente para que o planeamento inicial não fosse cumprido.

Foram apresentados 3 pedidos de adiantamento contra fatura, um deles já se encontra concluído e o outro encontra-se em análise, que perfazem um total de 1.959.010,18€.

Relativamente às iniciativas propriamente ditas, foram concluídas em 2015, em 2016 e Janeiro de 2017 as seguintes atividades:

  • Implementação do EPR Multiplaforma em 43 serviços do CHLN (num total de 63 previstos);
  • Definição e implementação do plano contingência para o EPR Multiplaforma;
  • Remodelação e amplificação da rede informática para suportar a implementação do EPR Multiplaforma (expansão da solução core de rede - switching alta disponibilidade, aquisição de bastidores e servidores);
  • Renovação e reforço do parque informático afeto aos médicos, para otimização da utilização do EPR Multiplaforma, correspondente a cerca de 1.000 novos PCs;
  • Reforço parcial da rede wireless central e periférica no CHLN;
  • Implementação de uma nova solução de backups, no âmbito da redefinição da estratégia de segurança;
  • Reforço da capacidade de armazenamento da informação, inclusive informação clínica;
  • Implementação do software para Laboratório Neuropatologia;
  • Implementação de solução para os blocos operatórios (release 1);

 

Resultados alcançados (à data de 20 de Julho de 2017)

 

No que respeita a resultados alcançados, é de referir:

  • Formação a cerca de 60% dos médicos do CHLN, para utilização do novo EPR multiplataforma;
  • Implementação do EPR Multiplataforma nos 43 serviços permitiu maior facilidade de acesso, rapidez e incremento da qualidade de serviço;
  • Melhoria da performance da rede informática e capacidade de armazenamento de informação;
  • Redefinição da estratégia de segurança, permitindo a salvaguarda da informação mais crítica (grande parte dela contante no processo clínico eletrónico dos utentes). Neste sentido, o acesso aos dados clínicos pelos profissionais de saúde serão assegurados, garantindo uma melhoria no funcionamento das aplicações;
  • Desmaterialização do laboratório de Neuropatologia, em específico para a área de Anatomia Patológica, o que permitiu o acesso aos resultados de Anatomia Patológica via aplicação do médico mobile, validação automática de resultados de exames e registo em histórico no processo único do utente;
  • Informatização dos blocos que permitiu o acesso no bloco aos resultados clínicos da consulta de anestesia, possibilitando a diminuição do tempo de registo (em média de 30 minutos por cirurgia) e de erros de administração, integração em real time com os Cuidados Intensivos, acesso a Protocolos Anestésicos e de Procedimentos e possibilidade de extração de dados estatísticos para análise de gestão clínica.

 

Plano de Ação para 2017

 

O Plano de Acão para 2017 contempla a conclusão das seguintes atividades:

  • Implementação do EPR Multiplaforma em 20 serviços, atingindo-se a taxa de 100%, prevista;
  • Renovação do restante parque informático afeto aos médicos (estima-se a necessidade de cerca de 400 novos PCs)
  • Implementação do software para o laboratório de Neurologia;
  • Aquisição de hardware de suporte ao EPR Multiplaforma (tablets)
  • Remodelação e amplificação da rede informática para suportar a implementação do EPR Multiplaforma (aquisição de switchs, gibits, painéis, entre outros).
  • Implementação do Projeto de Auditoria à Segurança, acautelando assim as novas exigências ao nível da proteção de dados, imposta pelo novo Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD), que entrará em vigor em Maio de 2018.
terça-feira, 01 agosto 2017 08:25

Unidade de Transplantação

Informação Geral

Direcção

 

Coordenador: Dr. José António Moreira Alves de Oliveira Guerra
Responsável Cirúrgico pela Transplantação de órgãos: Dr. Lucas Batista
Enfermeiro-chefe: Enfermeira Lurdes Nunes
Secretária de Unidade: Sara Lopo

Contactos

Tel.: (externo) 217805317
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Localização

Internamento - Piso 9 - Elevadores 9 e 10
Hemodialise - Piso 1

História da Unidade

Foi efetuado o 1º transplante renal com rim de dador falecido em Maio de 1989. Foi efetuado o 1º transplante renal com dador vivo em Novembro de 2002. Até 2017, já foram realizados mais de 950 transplantes dos quais 75 com dador vivo. 

Centro de Referência para o Transplante Renal desde Maio de 2016

Sobrevivência dos Recetores nos últimos 10 anos, no final do 1º, 3º e 5º ano:1º ano -- 96,4%; 3º ano -- 93,1%; 5º ano -- 88,7%

Sobrevivência do enxerto renal, do recetor censurada para a morte nos últimos 10 anos. No final do 1º, 3º e 5º ano.1º ano -- 95%; 3º ano -- 91,3%; 5º ano -- 86%

  • Atividade Assistencial: Consulta de pré transplante de dador vivo e dador falecido; Consulta de pós transplante. Assistência aos doentes do pré e pós transplante internados na Unidade e nos restantes Serviços do CHLN.
  • Atividade Formativa: Cursos Anuais de formação pós graduada na área da transplantação. Formação de Internos da especialidade de Nefrologia.
  • Atividade Investigacional: Apresentação de posters e apresentações orais em reuniões e congressos nacionais e internacionais; Publicação de trabalhos científicos em revistas nacionais e internacionais. 
  • Documentos ou Links Importantes: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
  • telefone: 217805317 ; Fax: 217805679
 

segunda-feira, 03 julho 2017 10:40

Unidade de Gestão Hoteleira

Informação Geral

Direção

Coordenadora: Dra. Soraia Vaz

Horário

A Unidade de Gestão Hoteleira tem o seguinte horário de atendimento:

09h00 - 13h00
14h00 - 18h00
 

Localização

A Unidade de Gestão Hoteleira está localizada no piso 0 do edifício “Casa Branca”.

Telefone: 21 780 51 29
Fax: 21 780 56 08
Extensões: 55129, 55136

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