Centro Hospitalar Lisboa Norte

CONSELHO CONSULTIVO DO CHLN REÚNE PELA PRIMEIRA VEZ EM 2017

No dia 16 de fevereiro o Hospital Pulido Valente recebeu a primeira reunião, de 2017, do Conselho Consultivo do CHLN.

A Presidente do Conselho Executivo, Eng.ª Esmeralda Dourado deu as boas vindas a todos os presentes e, após a aprovação da Acta anterior, deu a palavra ao Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN), Dr. Carlos das Neves Martins, o qual fez uma detalhada apresentação sobre os resultados assistenciais e sobre o desempenho económico-financeiro, relativo ao passado ano de 2016, naquilo que considerou como «o melhor ano da instituição, desde a sua criação enquanto Centro Hospitalar e é, acreditamos nós, um dos melhores desempenhos económico-financeiros do País, pelos dados que pudemos apurar durante a reunião que tivemos na Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT). Claramente, obtivemos o melhor desempenho assistencial da região de Lisboa e Vale do Tejo.»

O Presidente do CHLN continuou a apresentação dos resultados, salientando que «ademais, é igualmente importante explicar que o primeiro mês e meio deste ano tem corrido muito acima das expectativas, que aliás foi também objeto de análise na reunião regional, com todos os hospitais e que ilustra que ainda estamos acima, em termos de alguns resultados, daquilo que foi o excelente desempenho em 2016 ou seja, tudo aponta para estarmos convictos de que continuamos a crescer sustentadamente.»

Os dados positivos estão igualmente plasmados nos bons resultados que a instituição obteve em termos de proveitos, afirmou o Dr. Carlos das Neves Martins, acrescentando que «os proveitos são globais e são decorrentes da execução do Contrato-Programa e das Adendas que fomos assinando, as quais perfazem 378 milhões, enquanto que, por exemplo, em 2009/2010, os proveitos estão relacionados com a criação do CHLN, que aquando da sua passagem para Centro Hospitalar, sofreu uma injeção de capital grande, enquanto que os proveitos de 2016 são operacionais e não advêm de qualquer injeção extra de capital. Daí dizermos que temos a garantia de que este trajeto é um trajeto sem riscos maiores e com sustentabilidade, ou seja e que vai continuar. Tivemos cerca de 380 milhões de atividade paga, a que acresce a nossa capacidade de gerar receita e de efetivar cobranças. São, por isso, proveitos globais gerados por trabalho! Também sabemos que, em termos nacionais, continuamos com um registo sólido de crescimento e de sustentabilidade, gerado pela nossa atividade.»

Continuando, o Presidente do Conselho de Administração referiu que 2016 foi um ano de investimentos, do qual se realça também o investimento em capital humano, em tecnologia e em inovação. Os investimentos implicaram maiores custos, porque o aumento da atividade, o aumento da área de responsabilidade e a livre escolha do utente geraram um acréscimo da procura de serviços, que forçosamente incrementaram os custos na área do medicamento e na área dos bens de consumo clínicos. Relativamente aos recursos humanos, o PCA, acrescentou com satisfação que o facto de «termos subido a despesa em recursos humanos por contratação de “sangue novo”, significa que temos uma nova e melhor massa crítica para uma maior atividade, fator esse que nos dinamizou muitos Serviços. Temos Serviços com comportamentos fantásticos e foram precisamente aqueles em que investimos mais, em que aditamos mais gente jovem. Se olharmos para os 5 melhores Serviços de 2016, percebemos rapidamente o quão importante foi termos investido em recursos humanos diferenciados, o que vamos continuar a fazer em algumas áreas estratégicas.» No que respeita à atividade assistencial, o CHLN obteve, em termos globais, também os melhores resultados de sempre e na sua alocução o PCA ilustrou com um exemplo: «Há um dado muito importante e que tem a ver com a questão dos partos. No triénio de 2011/2013 perdemos 18% de partos na instituição e nos últimos três anos, verificou-se um crescimento na ordem dos 8%, com tendência para crescer. Continuamos a usufruir de um bom nível de atratividade, sob o ponto de vista da tecnologia e do capital humano, embora com a necessidade de fazermos uma maior revisão do ponto de vista das infraestruturas, que carecem de decisões rápidas.» Na apresentação o PCA referiu foi igualmente o crescimento substancial sentido na área das Consultas Externas, com indicadores muito positivos já em janeiro de 2017 - crescimento de 8,7% o que se traduz em mais 220 consultas por dia. Em termos de Internamento, quer em 2016, quer em 2017, tem-se mostrado igualmente uma tendência de crescimento de mais 16 doentes internados, por dia. Relativamente à atividade cirúrgica foi igualmente transmitido que o CHLN segue uma tendência evolutiva, com particular destaque para a Cirurgia de Ambulatório, que cresceu também em janeiro cerca de 12%. Relativamente à atividade de Hospital de Dia verificou-se também uma evolução exponencial, com o crescimento de 8,8%, e em termos das Urgências, notou-se um crescimento na ordem dos 3,7%. Os principais indicadores de atividade relevam assim que o CHLN está em crescimento e sem perturbação nos seus indicadores de qualidade. O PCA ilustrou que «Enquanto em 2016 crescemos 2,7% nos doentes saídos, em janeiro de 2017, crescemos 10,5%. A taxa de ocupação manteve-se igual nos 7,0% e as intervenções, ou seja a atividade cirúrgica cresceu em média 3,2%, no global e em 2016 enquanto estamos com uma taxa de crescimento de 14,5%, em janeiro de 2017.»

Foi igualmente discutida a grande dificuldade com que a instituição se confronta ainda: encontrar a solução para a questão do stock da dívida anterior. Neste sentido, o Presidente informa que estão a ser levadas a cabo negociações com a ACESS e a Tutela, para que esta questão fique solucionada a médio prazo, visando o ambicionado equilíbrio e a consolidada sustentabilidade financeira da instituição. Algo que, espera o Dr. Carlos Neves Martins, seja concretizado em pleno, pois «Se se concretizar, cumprimos um objetivo que acordámos com o Governo, no final do ano passado, ou seja, que é a 31 de dezembro de 2018, data que coincide com o termo do mandato deste Conselho de Administração, o CHLN ter o equilíbrio das sua contas, isto é, os pagamentos estarem a ser efetuados dentro do prazo, o stock de dívida ser “rolante”, o que é perfeitamente normal numa instituição desta dimensão, e baixamos os custos anuais abaixo dos 400 milhões.»

Nesta reunião foi igualmente apresentado, de forma detalhada, o Orçamento para 2017, bem como o Plano de Inovação e Investimentos para 2017/2020, o qual o Dr. Carlos das Neves Martins quis ilustrar, com mais detalhe referindo que «a nota de que este Plano de Investimento de 2017-2020, deve ser entendido como o somatório daquilo que o Conselho de Administração entende e tem “em cima da mesa” como matéria de trabalho. Ou seja, sabemos que 90 milhões de euros é um valor muito grande, que aliás, já referi anteriormente, de forma mais correta são 75 milhões, acrescidos de 15 milhões de eficiência energética, mas dizer-vos que neste valor estão incluídos Fundos Comunitários, o valor da intervenções no Parque de Saúde Pulido Valente, por parte de terceiros, estão incluídas todas as candidaturas, efetuadas pela Instituição e estão também os valores medianos de investimento anual, que está em Lei do Orçamento de Estado perfazendo cerca de 8 milhões de euros. Este é o nosso objetivo.»

Durante a manhã de trabalho, foram analisados ainda outros temas pelos membros do Conselho Consultivo do CHLN, da qual se salienta a reflexão sobre as alterações decorrentes do novo diploma da Lei de Gestão Hospitalar, que vem alterar a composição do próprio Conselho Consultivo assim como foi analisado, o enquadramento da Política de Cooperação e Afiliações do CHLN, a sua estratégia decorrente e respetiva publicitação. De realçar ainda a abordagem da situação atual da instituição, relativamente aos Centros de Referência, e à integração do CHLN em Redes Europeias, sendo explicado aos presentes, detalhadamente, os claros benefícios desta aposta e a sua importância, bem como o dinamismo da respetiva Task Force, criada para o efeito, e que integra reputados profissionais na prática clínica. Foi ainda aprovada a proposta para que as próximas reuniões do Conselho Consultivo sejam realizadas na sala do Conselho do Hospital Pulido Valente.

O Dr. Carlos das Neves Martins quis encerrar a sua alocução, concluindo que «Mantemos intocáveis os nossos desafios até 2020, o que significa que entramos em 2017 com a mesma estratégia, assente nos seis grandes pilares de gestão deste Conselho de Administração, que se mantêm inalteráveis, com o expresso apoio do Governo. Prosseguimos assim, o caminho que traçamos em 2013/2014, com alguns ajustamentos é certo, mas em direção à sustentabilidade financeira. É esse o legado que queremos deixar em 1 de janeiro de 2019, a quem nos virá suceder.»

A Eng.ª Esmeralda Dourado agradeceu ao Dr. Carlos Neves Martins a sua intervenção e deu, em nome do Conselho Consultivo uma palavra de parabéns e de incentivo ao trabalho feito e aos objetivos alcançados, realçando a importância do alcance da sustentabilidade.

Após duas horas de profícuo debate de ideias e soluções, foi ainda realizada uma visita ao campus desta unidade, onde foram mostrados localmente os principais investimentos em curso, ou prestes arrancar, no Parque de Saúde Pulido Valente, desde a sede do SICAD - Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências, até às camas direcionadas para a prestação de cuidados continuados e paliativos, passando pelas duas Unidades de Saúde Familiares (USF’s). Todos estes investimentos representarão um importante contributo do CHLN para o aumento da acessibilidade e também da qualidade dos serviços disponíveis à comunidade abrangente, conforme referiu o Presidente do CHLN, Dr. Carlos das Neves Martins.