Acolhimento a Médicos Internos

sexta-feira, 03 janeiro 2020 11:49

Ano novo, novas caras nos corredores do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte. Nesta quinta-feira, primeiro dia útil de 2020, chegaram 187 novos médicos internos ao CHULN: 84 de formação geral e 103 para fazerem especialização. A formação médica assume especial importância na renovação do corpo clínico e, em termos globais, os jovens que agora iniciam o internato no Lisboa Norte tiveram uma média final de curso de 80%, enquanto na prova de seriação para escolha de especialidade rondou os 84%.

Na cerimónia de receção aos internos, o presidente do Conselho de Administração do CHULN foi o primeiro a abrir as portas de um dos maiores hospitais do país, “que possui invulgares condições de formação pré e pós graduada”. Depois de destacar alguns dos resultados do centro hospitalar na área da qualidade (onde tem 22 serviços certificados e 17 centros de referência), da acessibilidade (com o aumento da produção nas consultas externas e nas cirurgias), e da sustentabilidade financeira, Daniel Ferro deixou uma palavra de motivação a todos os profissionais. “A nossa opção estratégica em valorizar as pessoas tem que assentar na preocupação com a motivação, na medida em que será um fator determinante, tanto da atividade assistencial como formativa. E estamos a falar para muitos de vós, que além de formar, queremos manter como nossos colaboradores. Desejamos assim, para todos os internos, uma formação de qualidade, com muita atenção à vossa motivação”.

Luís Pinheiro, diretor clínico do CHULN, destacou as médias elevadas de quem escolheu o centro hospitalar para concluir a sua formação. Números que ilustram o reconhecimento das capacidades técnicas e científicas que alguns dos melhores alunos de Medicina depositam num dos maiores hospitais-escola do país, que na investigação clínica, por exemplo, regista o maior número de ensaios clínicos. Mas no entender de Luís Pinheiro, as notas que trouxeram os jovens médicos até aqui devem agora dar lugar a outros valores. “O que interessa agora é como vão tratar dos doentes e lidar com os colegas. É altura de ultrapassar o individualismo, fazer o elogio do espírito de equipa, tentarem ser melhores médicos e melhores cidadãos”.

Uma mensagem reforçada por José António Lopes, diretor do Internato Médico do CHULN, que pede “honestidade, humildade e trabalho” a quem chega. Em cada três médicos do CHULN, um é interno de formação geral ou especializada, um rácio que abre boas perspetivas sobre o rejuvenescimento futuro da classe.