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Serviço de Medicina Intensiva

Informação Geral

Direção

Diretor: Dr. João Miguel Ferreira Ribeiro

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Enfermeiro-Chefe (UCIP 1): Enf.º José Alexandre Abrantes

Enfermeiro-Chefe (UCIP 3): Enf.ª Maria do Céu Rocha

Enfermeiro-Chefe (UCI Neurocrítica): Enf.ª Ana Paula Benito

Administrador Hospitalar: Dr.ª Rute Pais dos Reis

Administrador Hospitalar: Dr.ª Isabel Guerreiro (Unidade Neurocrítica)

 

Contactos

 

Piso 1  
Secretariado 53123
UCIP 1 53196
   
Piso 3  
Secretariado 55404
UCIP 3 52367
   
Piso 9  
Secretariado 55231
UCINC 51985

 

Horário das Visitas

Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente (UCIP Piso 1)

  • das 14.00 horas às 15.00 horas – 1 familiar de referência
  • das 17.00 horas às 20.00 horas – até 3 pessoas (1 pessoa de cada vez)

Unidade Cuidados Intensivos Médico-Cirúrgicos (UCIP Piso 3)

  • das 14.00 horas às 15.00 horas – 1 familiar de referência
  • das 17.00 horas às 20.00 horas – até 3 pessoas (1 pessoa de cada vez)

Unidade Neurocrítica (UCINC Piso 9)

  • das 14.00 horas às 15.00 horas – 1 familiar de referência
  • das 17.00 horas às 20.00 horas – até 3 pessoas (1 pessoa de cada vez)

 

Localização

Piso 1
Entrada da Central de Consultas (corredor à direita antes dos primeiros elevadores) 

Piso 3
Entrada da Central de Consultas (elevadores 7, 18, 19)

Piso 9
Nascente (extrema esquerda) da fachada principal do HSM (elevador 1)

 

Medicina Intensiva: definição e conceitos

A Medicina Intensiva é a área das ciências médicas que aborda a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da doença crítica. Entende-se por doença crítica qualquer condição clínica que decorra com manifestação iminente ou declarada de disfunção ou de falência de órgão ou sistemas, impondo por essa razão um risco de vida elevado. Compete à Medicina Intensiva um domínio extenso do conhecimento da fisiologia humana e dos mecanismos inerentes à sua perturbação (fisiopatologia), determinantes para a definição de estratégias diagnósticas e intervenções terapêuticas atempadas. Dois conceitos são determinantes para a eficácia da prática da Medicina Intensiva: a deteção precoce da doença crítica e a intervenção tecnicamente diferenciada em tempo adequado para reposição da homeostasia. Compete, pois, à Medicina Intensiva, a capacidade de intervenção hospitalar, precoce e transversal, dependente de modelos de consultadoria hospitalar organizada. Para o tratamento da doença crítica, em situações de falência de órgãos ou sistemas vitais, são essenciais sistemas de monitorização multimodal complexos e recursos tecnológicos que providenciam a substituição temporária de funções vitais, concentrados em estruturas tecnologicamente sofisticadas, designadas como “unidades de cuidados intensivos”. Nestas estruturas convergem competências profissionais diversas, destacando-se a presença de médicos das mais diversas áreas de especialidade, enfermeiros diferenciados na área da doença crítica, técnicos de reabilitação respiratória e motora, nutricionistas e farmacêuticos, conferindo à prática da Medicina Intensiva a sua dimensão multidisciplinar e multiprofissional. Esta visão reformulada da Medicina Intensiva, que a retira do domínio exclusivo das “unidades de cuidados intensivos” e a centra no primado do doente, conferindo-lhe uma presença integradora no sistema de saúde, constitui um avanço significativo da prática clínica dos tempos atuais. A complexidade crescente inerente à Medicina Intensiva ganhou expressão formal no seu reconhecimento, desde 2015, como área de especialidade primária, detentora assim de programas de formação especializada.

 

Missão, Valores e Visão

Missão

No C.H.L.N. a missão da Medicina Intensiva exprime-se em três dimensões complementares:

  1. Assistencial: 
    1. prevenção e deteção precoce da doença crítica, na dependência de sistemas de monitorização fisiológica e de capacidade de assistência clínica a todos os doentes internados no hospital;
    2. tratamento e reabilitação do doente crítico em estruturas adequadas e dotadas de recursos tecnológicos e humanos estandardizados;
  2. Formação:
    1. ministração de estágios de medicina intensiva integrados no âmbito da formação específica das mais diversas áreas de especialidade;
    2. ministração dos programas de formação para titulação na especialidade de Medicina Intensiva;
    3. participação no ensino pré-graduado e no curriculum formativo do mestrado integrado de Medicina;
    4. formação contínua dos profissionais do serviço;
  3. Investigacional: 
    1. promoção, elaboração e desenvolvimento de planos de investigação clínica na área da Medicina Intensiva.

 

Valores

No C.H.L.N. os valores do Serviço de Medicina Intensiva são:

Primado do doente sobre o sistema;

Compromisso e dedicação;

Respeito científico pela leges artis;

Eticismo;

Qualidade e Segurança.

 

Visão

No C.H.L.N., o Serviço de Medicina Intensiva constituir-se-á em referência nacional em matéria assistencial, formativa e investigacional, dependente de uma conceção moderna, fortemente motivadora, com recursos tecnológicos de vanguarda e recursos humanos adequados. Manterá programas de atividade de referência, como o Centro de ECMO e o Centro de ARDS. Desenvolvendo atividade nuclear na assistência direta aos doentes, com resultados clínicos de referência, definindo benchmarking em áreas como controlo de infeção, eticismo, segurança e qualidade, custo e eficiência, exercerá atração na dimensão formativa e será polo de produção de conhecimento suportado em atividades de formação e investigação próprias de um centro académico de Medicina.

Caraterização do Serviço

História do Serviço

A história da medicina intensiva no Hospital de Santa Maria, atualmente no C.H.L.N., reproduz o desenvolvimento desta área das ciências médicas em geral. Com um modelo herdado dos anos 60-70 do século XX, dependente da criação de “unidades temáticas” diversas pulverizadas pelos diferentes serviços, foi criada em 1994 a designada “Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente (UCIP)” do Hospital de Santa Maria (Responsável: Dr. Carlos França). Integrada no Serviço de Urgência, por se reconhecer a concentração geográfica de doentes graves predominantemente admitidos pela urgência hospitalar, rapidamente se viria a converter no Serviço de Medicina Intensiva em 2002 (Diretor: Dr. Carlos França). Com uma estrutura constituída por 11 camas de nível III, o Serviço de Medicina Intensiva foi assumindo a sua missão institucional de resposta assistencial transversal ao hospital. A adequação do serviço às conceções atuais sobre a prática da medicina Intensiva, próprias da evolução da ciência médica, e o reconhecimento da relativa escassez de recursos estruturais, determinou a atribuição recente de áreas funcionais adicionais ao serviço, melhorando a sua capacidade estrutural instalada. Em 2013 foi criada a Unidade de Cuidados Intensivos Médico-Cirúrgicos (UCIP Piso 3), dotada de 11 camas, e em 2017, foi assumida a gestão da Unidade Neurocrítica (UCINC Piso 9), dotada de 9 camas. Atualmente, o Serviço de Medicina Intensiva é constituído por 3 áreas para internamento de doentes críticos (UCIP Piso 1, UCIP Piso 3 e UCINC Piso 9), com um total de 31 camas críticas holopotenciárias e uma área dedicada à doença neurocrítica. O Serviço de Medicina Intensiva tem atualmente em curso um projeto de requalificação institucional que prevê a sua dotação adicional em termos estruturais para um alvo de 44 camas de nível III e de nível II, em modelo de gestão clínica integrada.

 

Recursos Humanos

Médicos:

O Serviço de Medicina Intensiva tem atualmente no seu mapa de pessoal médico 11 assistentes hospitalares com a especialidade de Medicina Intensiva e 3 assistentes hospitalares com a especialidade de Medicina Interna. O seu mapa de pessoal tem revelado a dinâmica própria de um serviço com uma vertente formativa, estando atualmente em curso uma requalificação do quadro médico com o objetivo central de o adequar às necessidades funcionais e missionárias do serviço.

 

João Miguel Ribeiro - Assistente hospitalar graduado / especialidade de medicina intensiva Dr. Henrique Bento – Assistente hospitalar graduado sénior / especialidade de medicina intensiva

António Alvarez - Assistente hospitalar graduado / especialidade de medicina intensiva

Isabel Moniz - Assistente hospitalar graduado / especialidade de medicina intensiva

João Santos Silva - Assistente hospitalar graduado / especialidade de medicina intensiva

Álvaro Aires Pereira - Assistente hospitalar graduado / especialidade de medicina intensiva

Carlos Candeias - Assistente hospitalar / especialidade de medicina intensiva

João Gouveia - Assistente hospitalar graduado / especialidade de medicina intensiva

Doroteia Silva - Assistente hospitalar / especialidade de medicina intensiva

Susana Fernandes - Assistente hospitalar / especialidade de medicina intensiva

Andreia Santos - Assistente hospitalar / especialidade de medicina intensiva

Pedro Gaspar Costa - Assistente hospitalar / especialidade de medicina interna

Gustavo Jesus - Assistente hospitalar / especialidade de medicina interna

João Nave - Assistente hospitalar / especialidade de medicina interna

Internos em formação específica de Medicina Intensiva: 4 médicos

 

Enfermeiros:

O Serviço de Medicina Intensiva tem atualmente no seu mapa de pessoal um total de 81 enfermeiros, adstritos às três áreas de internamento do serviço.

 

Enfermeiro-Chefe: 2 enfermeiros

Enfermeiro Responsável: 1 enfermeiro

Enfermeiros UCIP piso 1 - 32

Enfermeiros UCIP piso 3 - 21 

Enfermeiros UCINC - 25

 

Assistentes Operacionais:

O Serviço de Medicina Intensiva conta atualmente no seu mapa de pessoal com 29 profissionais, adstritos às três áreas de internamento do serviço. 

 

Assistentes Técnicos:

O Serviço de Medicina Intensiva tem atualmente no seu mapa de pessoal 3 assistentes técnicos.

 

Atividade Clínica Assistencial

O Serviço de Medicina Intensiva tem atualmente uma estrutura dedicada ao internamento de doentes críticos composta por 31 camas holopotenciárias, com 9 camas integradas no Departamento de Neurociências dedicadas ao tratamento de doença neurocrítica. Gera uma assistência a uma média de 1500 doentes por ano com as mais diversificadas áreas de patologia, geradoras de indicadores de produtividade elevados, com case-mix de 7,6 em 2016 e 9,16 em 2017.

O Serviço de Medicina Intensiva tem a gestão e coordenação global do Programa de ECMO do C.H.L.N., reconhecido em 2017 como Centro de Referência para a Área de ECMO após reconhecimento pela DGS e homologação pelo Secretário de Estado Adjunto e da saúde (Despacho n.º6669/2017 de 2 de agosto). Tem vindo a desenvolver e implementou em permanência o Programa de E-CPR, integrado no programa do Centro de Referência ECMO.

Desde 2017, o Serviço de Medicina Intensiva está responsabilizado no âmbito do programa de expansão da capacidade nacional de doação, através da sua integração no plano de colheita de órgãos em dadores em paragem cardiocirculatória Maastricht II (Despacho n.º 9063/2017 de 13 de outubro do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde).

O Serviço de Medicina Intensiva atividade assistencial a um número crescente de doentes críticos, em modelo integrado, multidisciplinar e de referenciação, em acordo com as disposições de múltiplos despachos e textos normativos. A Rede Nacional de Especialidade e de Referenciação de Medicina Intensiva (aprovada por Secretário de Estado Adjunto e da Saúde em 10 agosto de 2017) e o Despacho n.º 99496/2017 de 27 de outubro estabelecem o Serviço de Medicina Intensiva do C.H.L.N. como polo de referenciação para extensas áreas geográficas e para áreas de patologia específicas, como seja o trauma e o grande queimado.

No plano institucional, o Serviço de Medicina Intensiva participa no circuito assistencial a doentes com tipologia de doença muito específica, como sejam os casos do Transplante Renal, Cirurgia Vascular, Cirurgia Oncológica ORL/Plástica, Cirurgia Geral Oncológica e Neurocirurgia.

 

Atividade de Formação

O Serviço de Medicina Intensiva tem atividade de formação que se reflete em domínios diversos:

 

Formação Pré-graduada – Mestrado Integrado em Medicina

O SMI tem a responsabilidade da docência da Disciplina de Medicina Intensiva, disciplina optativa do programa de formação do Mestrado Integrado em Medicina da Faculdade de Medicina de Lisboa. Vários alunos têm desenvolvido as suas teses de mestrado no serviço, sob orientação de médicos do mapa de pessoal do SMI.

O SMI participa regularmente na educação pré-graduada de cursos diversos, nomeadamente Engenharia Biomédica do Instituto Superior Técnico.

 

Formação Pós-graduada

O SMI tem uma componente formativa pós-graduada, na área da medicina intensiva, com extenso e rico património. Vários médicos especialistas em Medicina Interna, Anestesiologia e outras especialidades relacionadas têm efetuado a especialização em Medicina Intensiva no SMI. Com o aumento da capacidade formativa, os ciclos de titulação em Medicina Intensiva têm vindo a aumentar, estando atualmente em formação no serviço 8 médicos.

Com o reconhecimento da Medicina Intensiva como área de especialidade primária (Portaria n.º 103/2016 de 22 de abril), inerente ao estatuto de serviço nuclear de formação atribuído pela Ordem dos Médicos, compete ao SMI a formação de médicos na especialidade de Medicina Intensiva.

A formação pós-graduada encontra no SMI um polo de referência para o ensino de ecografia torácica e para o ensino de ecocardiografia do doente crítico

O SMI contribui com os seus profissionais para atividades de formação e ensino pós-graduado em Medicina Intensiva, destacando-se a realização de cursos diversos e a colaboração com sociedades científicas, com sucesso notável atestado pela sua avaliação:

  • Curso de Introdução à Medicina Intensiva: curso creditado bianual
  • Curso de Ecografia Torácica: curso creditado anual 
  • Curso BASIC (Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos)
  • Curso FCCS (Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos)
  • Curso Ecocardiografia para Intensivistas (Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos)
  • Curso Broncofibroscopia para Intensivistas (Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos)

 

Formação na Área de Enfermagem

O SMI participa em permanência na ministração de estágios pré-graduados e em estágios profissionalizantes na área profissional de enfermagem.

 

Atividade Científica e de Investigação

O Serviço de Medicina Intensiva tem uma participação ativa e regular em atividades de natureza científica e investigacional, envolvendo os seus profissionais médicos e enfermeiros, em parceria com outros serviços do hospital e instituições do Centro Académico de Lisboa como o IMM. Atualmente tem em curso o desenvolvimento de um protocolo de colaboração com a AIDFM para a promoção da investigação clínica e formação continuada dos profissionais do Serviço de Medicina Intensiva.

No ano de 2017-2018, a atividade científica e investigacional do SMI teve a participação e colaboração de todos os médicos do serviço:

Abstracts ou Artigos publicados - 34 participações em abstracts e artigos científicos publicados, três em revistas indexadas

Comunicações e Conferências - 50 comunicações e conferências realizadas em eventos nacionais e internacionais

Moderações - 33 moderações em eventos científicos nacionais e internacionais

Projetos de Investigação - 18 participações em projetos de investigação com autorização pela Comissão de Ética

 

Centros de Referência

Centro de Referência de ECMO – Extracorporeal Membrane Oxygenation

O Serviço de Medicina Intensiva foi responsável pela implementação, em 2010-2011, do Programa de ECMO do C.H.L.N. Desenvolvido em torno de três eixos fundamentais (ECMO VV, ECMO VA e ECMO neonatal/pediátrico), o programa de ECMO tem vindo a adquirir dimensão crescente, com expressão missionária em eixos de atuação adicionais. Atualmente, para além do ECMO neonatal/pediátrico, ECMO VV (venovenoso para suporte respiratório) e ECMO VA (venoarterial para suporte cardiocirculatório e respiratório), têm-se vindo a desenvolver outras áreas de potencial intervenção, nomeadamente a remoção de CO2 extracorporal (ECCO2R) e a E-CPR (reanimação cardiorrespiratória por circulação extracorporal). A formação e atualização científica permanente dos profissionais, a atuação dependente de protocolo, têm permitido obter resultados equiparáveis aos de centros de referência internacionais. Atualmente, o programa está reconhecido como Centro de Referência para a Área de ECMO (Despacho n.º 6669/2017 de 2 de agosto), tem linhas de desenvolvimento programático definidas e projetos de investigação em curso.

 

ECMO 2018 - Protocolo Triagem Inter-hospitalar

ECMO 2018 - Flowchart Triage Protocol (Portuguese)

ECMO 2018 - Flowchart Triage Protocol (English)